Colunas da Pri Em destaque Participação Social

Webinário: Abordagens Terapêuticas para Tratamento do Pé Diabético

Webinário: Abordagens Terapêuticas para Tratamento do Pé Diabético

Data: 16/11/ 2020 às 19 horas

Cuidado estomaterapêutico do pé diabético
Profª Soraia Rizzo
Enfermeira pela Escola Paulista de Medicina, estomaterapeuta pela UNITAU
Gerente Técnica e Educacional Skin Healthy
Assessora Técnica Programa Melhor em Casa
Secretaria Seção Sociedade Brasileira de Estomaterapia de SP.
Membro SOBEST e WCET.

Abordagens cirúrgicas do pé diabético
Dr. Daniel Mello
Cirurgião plástico

Importância da participação social na construção do sistema de saúde
Profª Maria Angela Boccara
Enfermeira estomaterapeuta TiSibest, professor Doutor da Universidade de Taubaté 
Presidente da Sociedade Brasileira de Estomaterapia – gestão 2018-2020.

Moderação

Beatriz Libonatti
Jornalista, autora do Blog Convivendo com Diabetes

Priscila Torres
Jornalista

Saiba mais sobre o pé diabético

Mais de 50% dos pacientes com diabetes apresentam alguma complicação nos pés ao longo da vida. O chamado pé diabético é caracterizado por uma série de alterações como ulcerações, conhecidas popularmente como feridas, que não cicatrizam, levam a infecções e, consequentemente, podem evoluir para amputações.

A polineuropatia diabética (PND) é a principal causa de úlceras nos pés, que levam a 85% das amputações. Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para amputação de membros inferiores (pernas, pé, dedos dos pés) no Brasil têm como causa o diabetes mal controlado e, anualmente, são cerca de 55 mil amputações.

Há diversos fatores de risco para o desenvolvimento de feridas nos pés e todos têm relação ao mau controle da glicemia. Entre os principais fatores de risco estão: a polineuropatia periférica, deformidades, traumas, doença arterial periférica e histórico de úlceras/amputações.

Um ponto importante que leva ao agravamento do quadro é que em muitos casos, cerca de metade das pessoas com diabetes pode desenvolver algum problema nos pés sem apresentar sintomas. Com isso, quase 40% dos pacientes não recebem o tratamento adequado.

As opções terapêuticas preconizadas atualmente pelo Protocolo de Manejo do Pé Diabético na Atenção Primária e Especializada de Saúde incluem uma série de classificações mais conservadoras como por via oral ou tópica. Infelizmente, por conta da demora no diagnóstico das feridas, muitos pacientes que procuram o Sistema Público de Saúde (SUS) já estão com agravamento no quadro, minimizando as respostas positivas às terapias orais. Em muitos casos, no SUS a cirurgia e amputação são a alternativa viável para manutenção da saúde do paciente ou preservação dos membros.

Sabemos que tratamentos mais modernos como o Sistema de Terapia por Pressão Negativa, que monitora e ajusta a pressão negativa no local da ferida, tem demonstrado resultados satisfatórios na cicatrização das feridas, preservando os membros e prevenindo as amputações. Infelizmente, esta tecnologia está disponível somente na rede privada e particular.

Com a consulta pública teremos a oportunidade de ampliarmos o acesso à melhores opções de tratamento para pacientes que possuem feridas no pé. Essa medida não só trará impactos positivos para a qualidade de vida do paciente como também para o Sistema Suplementar de Saúde. Atualmente, problemas do pé diabético têm altos custos de tratamento e internações hospitalares prolongadas.

Está aberta a consulta pública de número 81 na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para incorporação de novas tecnologias no rol de procedimentos obrigatórios nos planos de saúde. Dessa vez, os pacientes com diabetes têm a chance de votar a favor da terapia por pressão negativa para tratamento de úlceras nos pés, uma das complicações mais recorrentes em quem tem a doença. 

Para participar é muito simples. Acesse o site da ANS, pelo link: http://www.ans.gov.br/participacao-da-sociedade/consultas-e-participacoes-publicas/consulta-publica-n-81-atualizacao-do-rol-de-procedimentos-e-eventos-em-saude-ciclo-2019-2020/consulta-publica-n-81-contribuicao-para-recomendacoes-relacionadas-as-propostas-de-procedimentos  

Seguindo o código de conduta da Interfarma e Abimed, esta é uma atividade com incentivo social da 3M KCI.

Artigos Relacionados

Todos juntos pela Artrite na América Latina #JuntosPodemos #DMA16

Priscila Torres

Acesso ao trabalho também é qualidade de vida!

Priscila Torres

Cloroquina desaparece dos balcões das farmácias de todo o Brasil e o programa do fabricante não tem auxiliado os pacientes

Priscila Torres