Tireoidite de Hashimoto pode estar associada ao vitiligo, diabetes e gravidez; saiba mais sobre a doença

Conhecida internacionalmente, Gigi Hadid tem recebido nos últimos tempos uma enxurrada de críticas na internet. O motivo seria a mudança do corpo da modelo, que segundo os haters, está magra demais, até mesmo para as passarelas. Ela resolveu então se pronunciar via Twitter e relembrar a todos de que sofre de tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune que afeta a tireoide e, por isso, causou uma série de transformações na famosa.

Segundo Luiz Hata, endocrinologista do Hospital Assunção, da Rede D’Or São Luiz, a enfermidade, por ser autoimune, causa a produção de anticorpos, já que o próprio organismo age como se a glândula fosse um corpo estranho. “A doença pode ser desencadeada por uma série de fatores genéticos”, explica o médico. Além disso, foi descoberto que o bisfenol – produto químico encontrado no plástico – também pode causar tireoidite, se aquecido acima de 30ºC. “Por esse motivo, mamadeiras que continham essa substância já foram proibidas no Brasil.”

O mais comum na tireoidite de Hashimoto é a ocorrência de duas fases: a reação inflamatória, que causa o hipertireoidismo, e depois de algum tempo já a destruição da glândula, transformando assim a doença em hipotireoidismo. No entanto, nem todos os pacientes passam pelos dois períodos.

Sintomas

Pessoas com hipertireoidismo, de acordo com Luiz Hata, costumam ter agitação psicomotora, começam a sofrer de tremor nas mãos, taquicardia, insônia e podem perder bastante peso. Já quem tem hipotireoidismo acontece justamente ao contrário: devido à falência total da tireoide, a frequência cardíaca abaixa, o cabelo cai, há aumento de peso, sonolência e a pele fica ressecada.

Outras doenças associadas

Além da genética, outros fatores podem estar relacionados à tireoidite de Hashimoto. “Por ser autoimune, há uma relação cruzada com diabetes tipo 1, vitiligo e doença reumática”, diz o endocrinologista. Ou seja, pacientes diagnosticados podem também acabar desenvolvendo essas enfermidades ou vice-versa.

É o caso de Fabíola Dantas, de 34 anos, que tem vitiligo desde os 9 e descobriu a doença de Hashimoto em 2012. Depois de perceber alguns sintomas e ir atrás de médicos com muita insistência, ela recebeu o diagnóstico. “Mesmo sentindo algo de errado, me falavam que não era. Só depois de mais de 30 exames de sangue é que descobriram”, conta. “Comecei a tomar remédio e desde então minha vida melhorou consideravelmente.”

Há também quem desenvolva a doença após a gravidez, como Carolina Sanchotene. Ela, que sofria de queda de cabelo e estava com a menstruação desregulada, descobriu a tireoidite de Hashimoto durante exames de rotina. “Hoje uso medicamento, não sinto mais nada e levo uma vida normal”, comemora.

Tratamento

De acordo com Walter Minicucci, endocrinologista e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a maior parte das pessoas sabem da doença durante a puberdade. “O grupo mais propenso a ter tireoidite de Hashimoto são mulheres jovens com componente familiar”, afirma. Para controlá-la, apenas com reposição hormonal via oral – ou seja: será necessário a ingestão de remédio todos os dias, durante a vida toda.

Por isso, se você tem casos na família, fique atento. A recomendação do médico é a realização de exames de check-up pelo menos uma vez por ano, além de fazer um ultrassom da tireoide. Assim, se descoberto o diagnóstico, começar o uso de medicamentos o quanto antes pode aliviar os possíveis sintomas.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/tireoidite-de-hashimoto-pode-estar-associada-ao-vitiligo-diabetes-e-gravidez-saiba-mais-sobre-doenca-112741825.html

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