Terapia de reposição hormonal (TRH) e pacientes reumáticas

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O uso de terapia de reposição hormonal (TRH) em mulheres na pós menopausa está cada dia mais restrito com as evidência de que seus riscos, que incluem AVC e câncer de mama, superariam seus benefícios.

Esses dependeriam muito do tipo, dose, via de administração, tempo de uso e momento de início da TRH. E o risco-benefício poderia ser favorável quando usada em mulheres com sintomas vasomotores severos (fogachos e sudorese noturna) com menos de 60 anos ou que tenham menopausa há mais de 10 anos.

Lembrando que a TRH está contra indicada em mulheres com história de câncer de mama, doença arterial coronariana, evento tromboembólico prévio ou AVC e doença hepática.
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E nossa paciente reumatológica, caso indicado, poderá fazer uso de TRH?
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Nas pacientes lúpicas com doença em atividade e/ou anticorpos antifosfolipídeos* (aPL) positivos o uso de TRH está totalmente fora de cogitação, já que aumenta o risco de flare (crises da doença) e tromboses. Agora as pacientes em remissão e que tenham aPL NEGATIVOS poderiam ter o uso da TRH considerado.

Mas somente se for realmente necessário, já que trabalhos indicam risco de induzir atividade leve/moderada, mas não grave, da doença e precisamos considerar que esses estudos não incluíram lúpicas em atividade de doença.
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*Os aPL são detectados através dos exames laboratoriais para anticoagulante lúpico, anticardiolipina IgG e IgM, e anti-β2-glicoproteína I IgG e IgM.
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Pacientes sem lúpus mas que tenham síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAF) ou “apenas” positividade para os aPL sem a doença definida NÃO devem fazer uso de TRH pelo aumento do risco de trombose.
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Pacientes com outras doenças reumatológicas e que NÃO tenham aPL positivos, caso tenhas sintomas vasomotores severos e sem outras contraindicações, podem SIM lançar mão da TRH.
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Apesar de ainda não termos estudos em pacientes reumatológicos, o uso do estrogênio pela via transdérmica pode ser uma alternativa com menor risco de eventos tromboembólicos. Sempre com orientação e acompanhamento de seu Endocrinologista ou Ginecologista!

#REPOST @areumatologista

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