Técnica usa o toque para identificar causas primárias de doenças

Dores e doenças que, apesar de tratamento, não se curam. Como alternativa para identificar e sanar causas primárias de patologias que afetam a qualidade de vida, chegou ao Estado a técnica e origem francesa chamada microfisioterapia.

Especialista nessa técnica, a terapeuta Larissa Canuto é uma das poucas profissionais especializadas na área em atuação em Cuiabá. Ela explica que trabalha com as mãos para a elaboração do mapa corporal, a fim de identificar e ativar as células boas e expulsar as células ruins do corpo.

Para a microfisioterapia, o corpo tem memória própria, que é construída por meio de traumas imperceptíveis dos nossos órgãos e células.

A terapeuta especialista em microfisioterapia, Larissa Canuto

“Essas alterações podem acontecer desde o ventre da mãe e nós funcionamos como uma panela. Recebemos traumas, traumas, traumas, até que, se nós não tivermos preparados para digerir esses traumas, essa panela pode transbordar. E é assim que surgem as alterações corporais – como dores que não existem explicação”, explicou a terapeuta.
A microfisioterapia é indicada para pessoas que sofrem de patologias como ansiedade, alergias, distúrbios (emocionais, alimentares, hormonais, musculares), depressão, fibromialgia, artrite, dentre outras.

Na sessão, que pode durar de 40 minutos a uma hora, é possível descobrir a causa primária de um sintoma ou doença e até datar o ato traumático.

“As pessoas até se surpreendem”, afirmou Larissa.

O tratamento

A especialista explica que a microfisioterapia trabalha como a acupuntura, em que cada região do corpo equivale a um órgão.

“Vamos falar em uma situação hipotética, em que descobrimos que o timo está bloqueado. O timo tem a ver com emoções, o que pode dizer que em algum momento da vida a pessoa teve um trauma, não estava preparada, e isso marcou o corpo, não apenas a mente”, explicou.

Após a descoberta do bloqueio, há um estímulo – realizado com toque – para a autocura, na qual a pessoa vai liberar células de traumas que ela já viveu.

O tratamento consiste em até quatro sessões, com intervalo entre elas de 40 a 50 dias. Nesse período, a terapeuta acompanha a evolução do paciente.

Adepta à técnica, a servidora pública Paola Biaggi Alves de Alencar diz ter sofrido por anos com problemas respiratórios, no entanto, já na primeira sessão de microfisioterapia, sentiu uma melhora significativa.

“Eu tinha muita dificuldade respiratória, que causava dores de cabeça. Logo após a primeira sessão, não sofri mais com as dores”, salienta Paola que passou pelo tratamento há cerca de quatro meses.
“Há pouco mais de uma semana passei pela segunda sessão, mas foi a título de manutenção, porque hoje não sinto mais as dores de cabeça que sofria tanto”, afirmou.

A autocura

Após as sessões, o acompanhamento da microfisioterapeuta é fundamental. Larissa Canuto explica que, após a consulta, é observada a inteligência corporal e a autocura das células.

“A célula precisa de um tempo para rejuvenescer e o paciente sentir melhoras. Eu fecho o mapa corporal e, quando realizo o desbloqueio, dou um estimulo para célula. O que vai acontecer? Ele vai tentar expulsar aquela célula ruim do corpo”, afirmou a especialista.

Logo após a realização da microfisioterapia, o paciente pode apresentar sintoma diversos, incluindo as dores apresentadas no início do tratamento, mas de maneira mais forte.

“No caso de não existirem sintomas, [o paciente] pode sentir um sono muito pesado, que depois torna-se mais leve. A gente vai acompanhando, mas geralmente o corpo procura retirar as coisas mais pesadas e ruins para você”, disse.

Aliado da medicina convencional

A especialista explica que a microfisioterapia trabalha em conjunto com a medicina convencional e não elimina os tratamentos já conhecidos da medicina.

“No caso do câncer, por exemplo, alivia os sintomas, mas claro que não cura a doença. As pessoas podem achar que a microfisioterapia cura tudo, e não cura. Tudo depende do grau da doença. Conseguimos curar insônia, refluxo, ansiedade”, disse.

“É bom lembrar que a microfisioterapia não trabalha sozinha. Por exemplo, se a pessoa tem um trauma físico no quadril, é preciso fazer a terapia convencional, precisa ir ao ortopedista. A microfisioterapia vem como aliada”, disse.
Dentre os pacientes, há aqueles que procuram o método por prevenção, segundo a terapeuta, mesmo sem apresentar nenhum sintoma ou doença.

“A pessoa as vezes quer liberar os problemas que foram vividos. Como exemplo, se viveu uma infância ruim, passa por uma tristeza profunda sem saber o motivo, se sente indisposto. E aí, por meio do mapa corporal, nós conseguimos identificar o que aconteceu”, disse.

Apesar de haver críticas quanto ao método, Larissa acredita que, com o passar dos anos, a microfisioterapia deve ganhar mais adeptos e se consolidar.

“Tudo que foge do convencional, recebe crítica. É preciso um pouco mais de tempo para as pessoas irem se familiarizando. Pelas minhas experiências, já tivemos muitos resultados bons”, afirmou.

A especialista atende no Espaço Larissa Canuto, na Rua Primavera, 286, Bosque da Saúde, em Cuiabá.

Fonte: Mídia News

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