Em fevereiro de 2024, eu estava em um churrasco entre amigos quando, pela primeira vez, senti dores muito fortes no joelho. Achei que fosse algo normal, tomei um relaxante muscular e as dores passaram. Na época, eu caminhava todos os dias por cerca de uma hora, na volta do trabalho, e comecei a sentir dores intensas também nos tornozelos.
Eram dores insuportáveis, e passei a ir com frequência ao pronto-socorro para tomar medicação. Em julho, resolvi procurar um ortopedista, que solicitou um raio-x para investigar a causa dessas dores. Com os exames prontos, retornei ao médico, que me disse que não havia nada de anormal e receitou apenas analgésicos.
Minha irmã, já falecida, tinha artrite reumatoide. Ao perceber que meus sintomas eram parecidos com os que ela apresentava, marquei consulta com um reumatologista. Fiz novos exames e, em novembro, recebi o diagnóstico.
Minha irmã havia falecido em outubro, então meu emocional já estava muito abalado. Receber o diagnóstico da artrite no mês seguinte foi devastador. Eu ia ao hospital a cada três dias por causa das crises de dor, não conseguia levantar da cama sozinha, e as noites eram longas e difíceis. Como acontece com muitos pacientes, eu não pedia ajuda, porque não queria “dar trabalho”.
Iniciei o tratamento em fevereiro de 2025, com Cimzia, prednisona 5 mg e metotrexato. O imunossupressor levou cerca de três meses para fazer efeito completo. Ainda assim, vez ou outra, eu tinha algumas crises.
Em junho de 2025, tudo estava indo muito bem. Eu estava sem dor e até consegui desmamar a prednisona, que, aliás, me deixou bastante inchada. Mas, como a vida de quem convive com uma doença autoimune não é simples, precisei renovar o processo do medicamento no alto custo.
Nesse período, fiz novos exames, que demoraram cerca de um mês para ficarem prontos. Voltei à reumatologista para pegar a receita e levá-la ao alto custo. Entreguei a documentação e fui orientada a retornar em 15 dias. Quando voltei, o pedido havia sido negado porque a dose da injeção estava incorreta. Retornei à médica, a receita foi refeita e, mais 15 dias depois, o pedido foi novamente negado — desta vez por erro na dosagem do metotrexato.
Nessa sucessão de idas e vindas, fiquei quatro meses sem a injeção, e as dores começaram a voltar. Graças a Deus, em novembro, consegui retomar o Cimzia pelo alto custo. Hoje, sinto dores leves em algumas partes do corpo, principalmente rigidez e dor no joelho, nos tornozelos e nos dedos, quase todos os dias.
Agora, com fé em Deus, sigo firme no tratamento, buscando sempre a remissão. Sempre digo a mim mesma que tudo é uma fase e que, por mais difícil que seja, uma hora passa. Sou muito grata a Deus e à minha família por me ajudarem a atravessar os dias mais difíceis.
Meu conselho para quem está começando a jornada de convivência com uma doença reumática é: “O diagnóstico é muito desafiador, mas você já é um grande vencedor.”
Meu nome é Elenilza Oliveira, @elenilzaoliveirasantos, tenho 34 anos, convivo com a Artrite Reumatóide desde os 33 anos de idade, sou auxiliar administrativa, moro em Bertioga, São Paulo.
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