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Pulmão pode ser um dos órgãos afetados pela Esclerodemia: a ordem é “não facilitar”

A Esclerodermia, é uma doença rara, de causa autoimune complexa e ainda não totalmente esclarecida, que envolve o tecido conjuntivo do nosso organismo. Afeta cerca de 2500 a 3000 pessoas no nosso país e no Mundo estima-se que a prevalência se situe entre 1-5 doentes por cada 1000 habitantes (dados de 2017 para EUA e Inglaterra).

Esta doença cursa com sintomas muito variados, uma vez que tem envolvimento ao nível de vários órgãos, (daí o termo Esclerose Sistêmica) e como tal, também pode afetar o pulmão.

Assim percebemos que os doentes com Esclerose Sistêmica ou Esclerodermia para além de poderem já sofrer de doença respiratória crônica podem ainda ter complicações agudas causadas por infeções respiratórias graves, como a pneumonia.

São tempos de cuidados acrescidos.

No cenário atual do país e do Mundo, é mais importante do que nunca não facilitar e continuar a fazer-se a medicação prescrita pelo médico especialista e que está ajustada ao grau de gravidade de cada doente, entrar em contacto com o médico em qualquer situação que considere estranha e fora do habitual, cumprir com o exercício de mobilidade e ter cuidados acrescidos com a alimentação.

Tendo em conta a fragilidade do sistema imunitário associada quer à doença quer às terapêuticas medicamentosas indicadas para esta patologia, os doentes com Esclerodermia devem procurar prevenir-se contra doenças respiratórias graves como a pneumonia ou a gripe, nomeadamente através da vacinação.

Até à data, não existe nenhuma indicação de que haja motivo para suspender a terapêutica anti-inflamatória que muitos destes doentes fazem.

As pessoas devem auto analisar-se e perceber se estão a sentir algo que esteja relacionado com a Covid-19 (febre, tosse, dores musculares, perda de olfato ou paladar ou dificuldade respiratória) que poderão já ter sentido antes ou se os sintomas são diferentes do habitual. Deve ter em atenção que a febre e a falta de ar neste cenário de Covid-19 é mais acentuada do que o habitual.

Não havendo vacina e um tratamento efetivo contra o novo coronavírus, o cumprimento das medidas de higiene e segurança recomendadas pelas autoridades de Saúde e pela OMS são de extrema importância.

As palavras de ordem são então: “Não facilitar”!

 

Autora: Dra. Maria José Guimarães – Pneumologista

Coordenadora do Serviço de Pneumologia do Hospital da Luz Guimarães

Nota: As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

Fonte: Atlas da Saúde Foto: Luz Saúde

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