Pesquisa Clínica em Reumatologia

Maria das Graças Rodrigues do Nascimento, de 52 anos, mora em São José dos Campos e é voluntária em pesquisa clínica. Ela, que foi diagnosticada com artrite reumatoide há 12 anos, viu melhora, principalmente, nas deformidades das mãos depois de começar o tratamento proposto pelo estudo. “Estava cansada de não ter melhora com os medicamentos convencionais. Por isso, decidi entrar para a pesquisa e tenho visto melhora. Fico animada para continuar”.

O caso de Maria das Graças é o de muitos de brasileiros que acreditam na pesquisa. Além de se propor para o benefício próprio, também ajudam milhões de outros que sofrem com a mesma doença.

Quem afirma isso é Marta Eliane de Carvalho Bastos, gerente médica do CEPIC (Centro Paulista de Investigação Clínica). De acordo com ela, no Brasil, todas as pessoas que participam de pesquisa clínica são voluntárias. “Não existe remuneração. Quem topa participar, além de procurar melhorias para a sua vida, está fazendo um lindo papel em prol da humanidade, já que seu gesto poderá salvar milhões de outras pessoas”.
Para quem não sabe, pesquisa clínica é um estudo que se faz antes da medicação estar disponível no mercado. Quando a indústria descobre uma nova molécula e vê nela a possibilidade de ser usada como forma de tratamento de determinada doença, ela entra em pesquisa.
As pesquisas obedecem quatro fases. A primeira delas, ou seja, a fase I, o medicamento é testado em um número menor de pessoas saudáveis, sem doença alguma. “Isso é feito para avaliar os efeitos colaterais e observar a segurança do medicamento em si”, diz Marta.
É na fase II que os pacientes, em menor número, entram no processo. “Neste momento, o medicamento é liberado para os pacientes e o que é avaliado gira em torno da sua eficácia e segurança a curto prazo”.
Na fase III, um maior número de pacientes começa a usar o remédio. “Essa fase, a mais trabalhada aqui no Brasil, é onde se avalia a eficácia e segurança da droga a longo e curto prazo. Depois disso, o medicamento está liberado para comercialização”.
É na fase IV que se faz uma vigilância pós-comercialização. Isso porque, de acordo com a médica, podem-se verificar novos efeitos colaterais. Esta fase é a de farmacovigilância.
É por isso que, normalmente, as pesquisas demoram tanto. A médica diz que, antes ainda de se iniciar a fase I, a indústria já passou um tempo grande estudando o remédio em animais. “Às vezes, este processo todo pode demorar até 10 anos”.
Pesquisa clínica em reumatologia
Segundo a gerente médica do CEPIC, existem, ao menos, 10 estudos direcionados para a reumatologia e, na maioria dos casos, para a artrite reumatoide. “No segundo semestre desde ano, mais dois biológicos estarão disponíveis no Brasil”, afirma Marta.
Por isso, a médica faz questão de ressaltar o importante papel do voluntário. “Ele não sabe a dimensão da sua ação. Quando ele se propõe a ajudar, salva milhões de vida. É um trabalho lindo, de amor ao próximo”.
Para participar de pesquisas, tais como as disponíveis no CEPIC, a médica diz que é simples.
Basta ligar para o Centro Paulista de Investigação Clínica (11 – 2271-3450) e dizer que gostaria de ser um voluntário.
Se o seu perfil corresponder com o de alguma pesquisa em andamento ou que vai iniciar, será selecionado.
Original em: Portal Reumatoguia
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