A Sociedade Brasileira de Reumatologia alertou que pacientes com diagnóstico de doenças reumáticas consideradas autoimunes, ou inflamatórias crônicas, e/ou aqueles em uso de medicamentos imunossupressores ou imunobiológicos, podem apresentar potencialmente, predisposição para formas mais graves da infecção.

Embora não estejam ‘oficialmente’ inclusos no grupo de risco, devido ao fato dos estudos sobre o vírus serem recentes, pessoas diagnosticadas com artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, espondilite anquilosante, artrite psoriásica, esclerose sistêmica, doença inflamatória intestinal, síndrome de Sjögren, artrite de células gigantes, granulomatose com poliangiíte, granulomatose eosinofílica com poliangiíte, artrite de Takayasu, doença de Behçet, dentre outras, devem redobrar os cuidados nessa época de pandemia.

Outro fator de destaque entre os pacientes reumáticos é o uso de medicamentos como cloroquina e hidroxicloroquina, utilizados pela maioria no tratamento de reumatismo. Em entrevista ao PROGRESSO, a reumatologista Dra. Mariana Picolli, que atende em Dourados, destacou que eles não estão imunes ao vírus pelo fato de fazerem uso desses fármacos, que atualmente tem sido defendidos como medicamentos com potencial para tratamento de pacientes infectados pelo coronavírus e até mesmo como prevenção, inclusive já são distribuídos em várias cidades no kit covid-19.

Além disso, pacientes reumáticos também fazem uso de medicamentos que baixam a imunidade e devem ficar atentos nessa época de pandemia, nesses casos a médica afirma que a suspensão temporária da medicação deve ser considerada, porém os casos devem ser analisados individualmente.

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