Osteoporose é discutida em Audiência Pública em Brasília (DF)

Comissão dos direitos da Pessoa Idosa reuniu entidades de classe, médicos e líderes. Cenário social da doença óssea no Brasil impulsiona o movimento da Coalizão. Até 2029, especialistas preveem um aumento de 63% no número de fraturas.

Com o objetivo de esclarecer formas de prevenção e o tratamento da osteoporose no país, a Audiência Pública Ordinária da “Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa”, que aconteceu nesta quinta-feira (24), na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), debateu sobre “O Cenário da Osteoporose no Brasil”.

 

O texto foi elaborado pela Coalizão sobre a osteoporose no Brasil, formada por especialistas e entidades de classe, que consideram a iniciativa um alerta, para que a longevidade saudável seja um assunto de prioridade para a saúde pública. Tem o foco de contribuir para a formulação tanto de políticas como linhas de cuidado baseadas em evidências científicas, para melhorar o diagnóstico e o tratamento da doença no país.

 

O médico e diretor da ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida, Dr. Alberto Ogata, destacou durante a Audiência que a união de todos os setores é fundamental para o enfrentamento do problema. “A saúde óssea da nossa população é um assunto de extrema urgência. Ações concretas como as que estão sendo iniciadas hoje aqui são fundamentais. Além disso, os fatores sociais como segurança, independência, qualidade de vida e empregabilidade, além da redução dos custos com medicamentos e hospitais, também colaboram diretamente com a boa saúde emocional e física da população idosa”.

 

O presidente da Comissão Nacional de Osteoporose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Dr. Ben Hur Albergaria, explicou sobre o impacto da osteoporose para a sociedade. “Essa é uma doença frequente e grave. A cada três segundos uma fratura por osteoporose acontece em algum lugar do mundo. Uma a cada três mulheres vai ter uma fratura a partir dos 50 anos de idade”.

 

O contexto da doença no Brasil foi pontuado como um alerta social, mediante estatísticas do Consenso Latino Americano da Osteoporose e estudos científicos, que impulsionaram movimento da Coalizão. “A nossa taxa bruta de fraturas em homens e mulheres acima de 50 anos é de oito para mil. Para cada mil brasileiros com mais de 50 anos, oito irão apresentar fratura por osteoporose. Podemos calcular utilizando o FRAX, 10% da população acima de 65 anos vai ter uma fratura, 33% das mulheres da pós menopausa tem osteoporose, esse é um número extremamente importante, são quase sete milhões de brasileiras que tem osteoporose e a maioria não sabe disso. Em 2015, tivemos 370 mil fraturas e em 2018 o número passou para 415 mil. Nos próximos dez anos haverá um aumento 63% das fraturas, não há orçamento sozinho que consiga cobrir isso se nós não trabalharmos proativamente para reverter essa situação”, disse o presidente da FREBRASGO.

 

Uma das soluções mencionadas foi incluir a osteoporose na Atenção Primária à Saúde (APS), além da melhor distribuição demográfica dos aparelhos que medem a densidade mineral óssea (DXA) e utilização do Fracture Risk Assessment Tool (FRAX), ferramenta de avaliação desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Já avançamos muito, porém há muito o que caminhar para que tenhamos uma prioridade nacional. Em termos de linha de cuidado, temos que fazer com que a prevenção da osteoporose chegue ao clínico geral, à saúde da família, se quisermos vencer esse desafio populacional o cuidado primário é a chave para isso”, concluiu Dr. Ben Hur Albergaria.

 

O Deputado Denis Bezerra (PSB-CE), foi autor do requerimento que solicitou o debate. Participaram da Audiência Pública, parlamentares, médicos, especialistas, convidados, líderes e representantes das entidades de classe: ABRASSO – Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo; ABOOM – Associação Brasileira Ortopédica de Osteometabolismo; SBR – Sociedade Brasileira de Reumatologia; FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo e Osteoporose Brasil.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa
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