Anticorpos que removem as placas de beta-amiloide do cérebro, exames capazes de identificar a doença anos antes dos primeiros sinais e testes genéticos que ajudam a prever quais pacientes tendem a responder melhor às terapias mostram que o cenário mudou mais nos últimos cinco anos do que em décadas anteriores. Esse avanço já começa a fazer parte da realidade brasileira.
Hoje, pacientes elegíveis com Alzheimer em estágio inicial já podem contar com terapias como o Leqembi® (lecanemabe) e o Kisunla® (donanemabe), além de uma investigação mais completa, que inclui biomarcadores, PET-CT cerebral, teste genético APOE4 e acompanhamento especializado.
Estamos falando de mais de 55 milhões de pessoas com demência no mundo, e o Alzheimer é a causa mais comum.
No Brasil, esse número já passa de 1 milhão e só tende a crescer com o envelhecimento da população. Por isso, a corrida para diagnosticar e tratar precocemente é tão importante: quanto antes identificamos a doença e iniciamos a intervenção, maiores são as chances de preservar a autonomia e a qualidade de vida por mais tempo. Nos últimos anos, vimos uma evolução significativa tanto nos métodos diagnósticos quanto nas opções terapêuticas, o que mudou a forma de cuidar desses pacientes.
“Hoje, centros especializados, como o Núcleo de Memória do Alta Diagnósticos, oferecem uma abordagem multidisciplinar, reunindo neurologistas, geriatras, neuropsicólogos, psiquiatras, enfermeiros e outros profissionais para acompanhar toda a jornada do paciente, do diagnóstico ao tratamento e ao seguimento clínico. Esse modelo integrado permite decisões mais assertivas e um cuidado mais completo, especialmente em um momento em que novas terapias tornam o diagnóstico precoce ainda mais relevante”, explica Diogo Haddad, neurologista e coordenador do Núcleo de Memória do Alta Diagnósticos, marca premium da Dasa, líder de medicina diagnóstica no Brasil.
Conheça os avanços que mudaram o tratamento do Alzheimer nos últimos anos.
1. Novos medicamentos passaram a agir na causa da doença Durante muitos anos, o tratamento do Alzheimer teve como foco apenas aliviar sintomas como perda de memória, alterações de comportamento e dificuldades cognitivas. Agora, esse cenário começa a mudar com a chegada de medicamentos que atuam diretamente em um dos mecanismos da doença. É o caso dos anticorpos monoclonais Leqembi® (lecanemabe) e Kisunla® (donanemabe) que são tratamento via infusão.
Essas terapias ajudam a remover as placas de beta-amiloide, proteína que se acumula no cérebro e está associada ao desenvolvimento do Alzheimer. Com isso, conseguem retardar a progressão da doença em pacientes elegíveis que estão nos estágios iniciais.
“Estamos entrando em uma era em que o tratamento do Alzheimer vai além do controle dos sintomas e passa a atuar diretamente sobre um dos mecanismos biológicos envolvidos na progressão da doença. Isso significa oferecer aos pacientes mais tempo de autonomia, independência e qualidade de vida”, explica Diogo Haddad, neurologista.
Os resultados já aparecem nos estudos científicos. Uma das principais pesquisas sobre o tema, o estudo internacional CLARITY AD², que acompanhou cerca de 1.800 pessoas com Alzheimer em fase inicial, mostrou que o lecanemabe reduziu em 27% a progressão clínica da doença após 18 meses de tratamento. Os participantes também apresentaram benefícios relacionados à memória, à cognição e à capacidade de realizar atividades do dia a dia.
Apesar de ainda não existir cura para o Alzheimer, os especialistas destacam que os avanços representam uma mudança importante na forma de enfrentar a doença. “Hoje, nosso objetivo não é apenas aliviar os sintomas, mas preservar a independência e a qualidade de vida pelo maior tempo possível. Por isso, identificar a doença precocemente faz toda a diferença”, conclui Diogo Haddad.
2. O diagnóstico passou a acontecer mais cedo Outro grande avanço foi a evolução dos exames capazes de identificar alterações cerebrais antes que a doença esteja em estágio avançado. Hoje, biomarcadores em sangue e líquor, exames de PET-CT cerebral e testes genéticos permitem confirmar o diagnóstico com muito mais precisão e identificar quais pacientes podem se beneficiar das terapias mais modernas. Quanto mais precoce for essa identificação, maiores são as chances de preservar a autonomia e retardar o comprometimento cognitivo.
3. A medicina de precisão ganhou espaço Nem todos os pacientes apresentam a mesma evolução clínica. Por isso, a medicina personalizada passou a fazer parte da rotina dos especialistas. Além da avaliação clínica, fatores genéticos, exames de imagem e biomarcadores ajudam a definir a estratégia terapêutica mais adequada para cada pessoa, tornando o tratamento mais individualizado.
4. O tratamento deixou de ser isolado e passou a integrar uma jornada de cuidado Outra mudança importante foi a criação de centros especializados que acompanham o paciente desde a investigação dos primeiros sintomas até o monitoramento contínuo da doença. Essa abordagem reúne neurologistas, geriatras, radiologistas, profissionais de enfermagem e outros especialistas, além de exames avançados e acompanhamento constante dos familiares e cuidadores.
Referências: Link Link
Fonte: Assessoria de Imprensa.
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