A Ipsen, biofarmacêutica global, divulgou dados positivos sobre Bylvay® (odevixibate) em dois dos principais eventos científicos de hepatologia na Europa — o congresso da Associação Europeia para o Estudo do Fígado (EASL) e o da Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN). Os resultados reforçam a eficácia sustentada e o perfil de segurança geralmente bem tolerado do medicamento em pacientes com colestase intra-hepática familiar progressiva (PFIC), uma doença genética rara que compromete o fígado desde a infância.
Durante o EASL 2025, foram apresentados dados de longo prazo do estudo de extensão aberto de fase III (PEDFIC 2), com acompanhamento até a semana 72 em pacientes adultos com PFIC. O tratamento com Bylvay® resultou em melhorias estatisticamente significativas no prurido e na redução dos níveis de ácidos biliares séricos (sBA), com eventos adversos em sua maioria leves ou moderados e sem relação direta com o medicamento.
“É encorajador ver evidências crescentes da eficácia de longo prazo do Bylvay®, não apenas em nossos pacientes pediátricos, mas também naqueles que fazem a transição para a vida adulta”, disse Dra. Irene Miura, gastroenterologista e hepatologista pediátrica. “O prurido é um dos sintomas mais comuns e debilitantes da PFIC e interfere no sono e nas atividades diárias. Ter um tratamento que demonstra benefício contínuo é realmente animador.”
No ESPGHAN, novos dados e análises pós-hoc dos estudos PEDFIC 1 e 2 confirmaram a eficácia sustentada do Bylvay® em pacientes com PFIC, independentemente da mutação genética subjacente. Entre aqueles que responderam ao tratamento na semana 24, foram observadas melhorias estatisticamente significativas no prurido e reduções nos níveis de ácidos biliares séricos (sBA) – um preditor da sobrevivência com fígado nativo (NLS) – mantidas com o tratamento a longo prazo.
É animador ver evidências crescentes da eficácia de longo prazo do Bylvay® em múltiplos subtipos genéticos da PFIC”, afirma Dra. Irene. “À medida que descobrimos mais subtipos genéticos dessa condição, é importante termos evidências clínicas que nos deem confiança de que estamos tratando nossos pacientes da maneira mais eficaz.” Dados do Bylvay® na EASL – PEDFIC 21No estudo PEDFIC 2, sete adultos (com idades entre 18 e 26 anos) foram tratados com Bylvay® em doses de 120 μg/kg/dia (seis pacientes) ou 40 μg/kg/dia (um paciente). Cinco pacientes completaram 72 semanas de tratamento (duração mediana: 84 semanas). Do início até a última avaliação, todos os pacientes apresentaram redução nos níveis de sBA, e quatro dos cinco pacientes adultos apresentaram redução nos escores de prurido.
A maioria dos efeitos colaterais foi leve ou moderada e não relacionada ao medicamento. Os eventos adversos mais comuns foram diarreia e deficiência de vitamina D, afetando três dos sete pacientes.
“Esses dados que demonstram melhora dos sintomas em adultos com PFIC são importantes, pois as evidências são limitadas nesse grupo de pacientes. Embora animadores, estamos lidando com um número muito pequeno de pacientes e, por isso, temos interesse em realizar mais investigações com base nesses resultados iniciais”, comenta Vanessa Fabrício, Diretora de Médica da Ipsen Brasil.Dados do Bylvay® na ESPGHAN – PEDFIC 1 e 22,3Com base no robusto banco de dados de longo prazo dos estudos PEDFIC 1 e 2, foi realizada uma análise pós-hoc com 35 pacientes com deficiência de FIC1 (PFIC 1) tratados com Bylvay® (40 ou 120 µg/kg/dia). Na semana 24, 15 pacientes foram classificados como respondedores: 5 foram respondedores de sBA e 14 foram respondedores de prurido (4 atenderam a ambos os critérios). Uma alta proporção de pacientes com deficiência de FIC1 apresentou resposta sustentada ao prurido com o uso de Bylvay®, sendo que a maioria alcançou esse resultado independentemente da resposta de sBA. As reduções nos níveis de sBA e no prurido foram sustentadas do início até a semana 96.
Em outra análise pós-hoc dos estudos PEDFIC 1 e 2, foram analisados 65 pacientes com deficiência parcial de BSEP tratados com Bylvay® (40 ou 120 µg/kg/dia). Entre os respondedores de sBA, 81% também apresentaram resposta de prurido na semana 24, com reduções já observadas na semana 4 e mantidas ao longo do tempo.
As respostas observadas na semana 24 foram associadas a uma maior probabilidade de NLS em pacientes com deficiência de BSEP.
“A PFIC é uma condição devastadora, especialmente para crianças pequenas que sofrem com uma coceira insuportável e que podem progredir rapidamente para a necessidade de um transplante de fígado, caso não sejam tratadas adequadamente”, disse Vanessa Fabrício, Diretora de Médica da Ipsen Brasil. “Esses resultados, que mostram que o Bylvay® proporciona alívio sustentado do prurido e melhora nos níveis de sBA em pacientes pediátricos com diferentes formas de PFIC, são importantes. Nosso objetivo é oferecer um tratamento eficaz para todos os pacientes que vivem com essa doença debilitante.”
A PFIC é um grupo de distúrbios genéticos raros nos quais os ácidos biliares se acumulam no fígado, causando danos que podem levar à insuficiência hepática. Sem diagnóstico precoce e manejo eficaz, pessoas com PFIC podem necessitar de transplante de fígado. A coceira debilitante é um dos sintomas mais comuns da doença, impactando significativamente o sono e as atividades diárias, podendo resultar em mutilação da pele, insônia, irritabilidade e dificuldade de concentração.
Sobre o Bylvay® (odevixibate)
Odevixibate é um inibidor do transportador ileal de ácidos biliares (IBAT) de uso oral e não sistêmico, administrado uma vez ao dia. Foi aprovado sob o nome comercial Bylvay® nos Estados Unidos e também foi aprovado em junho de 2021 na União Europeia.
Em junho de 2023, o Bylvay® foi aprovado nos EUA para o tratamento do prurido colestático em pacientes a partir de 12 meses de idade com síndrome de Alagille (ALGS) e recebeu exclusividade para doenças raras também para essa indicação. Em setembro de 2024, o odevixibate foi aprovado na União Europeia sob o nome comercial Kayfanda® para o tratamento de prurido colestático em pacientes com ALGS com 6 meses de idade ou mais.
No Brasil, o Bylvay® (odevixibate) foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em junho de 2023 para o tratamento da colestase intra-hepática familiar progressiva (PFIC) em pacientes a partir de 6 meses de idade. Em dezembro de 2024, a indicação foi expandida para incluir o tratamento do prurido colestático associado à síndrome de Alagille em pacientes com 12 meses ou mais. Para mais informações, consulte a bula aprovada. Sobre o estudo PEDFIC
O estudo PEDFIC é o maior ensaio clínico global de fase III já realizado em PFIC. O PEDFIC 1 (NCT03566238) foi um estudo de 24 semanas, duplo-cego, randomizado (1:1:1) e controlado por placebo, que avaliou a eficácia e a tolerabilidade de duas doses de odevixibate na redução do prurido e dos níveis de ácidos biliares séricos em crianças com PFIC tipo 1 ou 2. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente para receber placebo (n=20), odevixibate 40 μg/kg (n=23) ou odevixibate 120 μg/kg (n=19) uma vez ao dia. Os resultados foram publicados na revista The Lancet.4
O PEDFIC 2 (NCT03659916) é uma extensão aberta do estudo PEDFIC 1. Trata-se de um estudo de 72 semanas, que tem como objetivo avaliar a eficácia e a tolerabilidade do odevixibate 120 µg/kg uma vez ao dia em pacientes com PFIC. Os pacientes foram divididos em dois grupos: Cohorte 1 (n=56), composta por crianças com PFIC tipo 1 ou 2 que participaram do PEDFIC 1 e receberam odevixibate (Cohorte 1a: n=37) ou placebo (Cohorte 1b: n=19), respectivamente, e Cohorte 2 (n=60), formada por pacientes recém-incluídos, de qualquer idade e subtipo de PFIC, que nunca haviam recebido odevixibate. Resultados interinos foram publicados no The Journal of Hepatology Reports.5
Fonte: Assessoria de Imprensa.
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