Novo medicamento biológico oral (Baracitinib) melhora os sintomas refratários da artrite reumatoide

Baracitinib é um novo medicamento composto por pequenas moléculas (de uso oral, em comprimido) ainda não disponível no Brasil (que terá indicação para pessoas que não tiveram boa resposta aos medicamentos biológicos Anti-Tnf (como Etanercpet/Adalimumabe,etc). 

Biológico OralBaricitinib diário, um inibidor da Janus quinase JAK1 e JAK2, de uso oral, produz melhora rápida dos sinais e sintomas da artrite reumatoide em pacientes com doença ativa que não obtiveram resposta a pelo menos um inibidor do fator de necrose tumoral (TNF), como indica o estudo RA-BEACON, apresentado no congresso da The European League Against Rheumatism (EULAR Rome 2015).

Este estudo envolveu 527 pacientes, a duração média da doença no grupo avaliado era de 14 anos e cerca de 30% dos pacientes já tinham usado mais de três fármacos biológicos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs), sendo uma coorte altamente refratária ao tratamento. No entanto, na 12ª e 24ª semanas, uma melhoria de 20% nos sintomas foi atingida em cerca de 55% dos pacientes que receberam baricitinib. Na verdade, a diferença entre os grupos usando placebo ou baricitinib já era estatisticamente significativa na primeira semana.

No momento da inscrição no estudo, os pacientes estavam estáveis com a terapia com um DMARD convencional, mas ainda tinham doença ativa, definida como mais de seis articulações inchadas e mais seis articulações sensíveis, em 68 articulações contadas, e um nível elevado de proteínas de fase aguda.

O resultado primário do estudo foi uma melhoria de 20% nos critérios do American College of Rheumatology na 12ª e 24ª semanas do estudo.

Todos os DMARDs biológicos foram interrompidos pelo menos 28 dias antes de o regime de medicamentos incluído no estudo ter sido iniciado. Os pacientes foram randomizados para receber baricitinib (4 mg/dia ou 2 mg/dia), além da terapia convencional com DMARD convencional ou com placebo. E os doentes tinham de ter tido uma resposta inadequada a pelo menos um inibidor de TNF.

Em pacientes previamente expostos a um DMARD biológico, uma melhoria de 20% foi atingida na 12ª semana por mais pacientes no grupo baricitinib 4 mg do que no grupo placebo (64% vs 32%). O mesmo padrão foi observado para pacientes previamente expostos a pelo menos três DMARDs biológicos (53% vs 13%; p<0,001).

Uma melhoria de 50% foi conseguida por mais pacientes em ambos os grupos baricitinib do que no grupo placebo na 12ª semana (34% vs 13%) e na 24ª semana (40% vs 22%; p<0,001).

O índice Disease activity score (DAS-CRP), que avalia a proteína C-reativa ao invés da taxa de sedimentação de eritrócitos, diminuiu de um modo linear ao longo do tempo nos dois grupos baricitinib, embora em maior medida com a dose de 4 mg, em relação ao grupo placebo (p<0,001). Reduções nos escores do índice Reductions in Clinical Disease Activity Index espelharam as do DAS-CRP. Mais uma vez, os resultados foram significativamente maiores nos dois grupos baricitinib, embora mais evidentes com a dose de 4 mg, do que no grupo de placebo (p<0,001).

Havia eventos adversos mais graves no grupo da dose de 4 mg do que no grupo de 2 mg na 12ª e 24ª semanas.

A taxa de infecções graves manteve-se relativamente constante em todos os grupos (2% e 3%) e não houve diferença significativa nas taxas entre quaisquer dos grupos. Em contraste, houve mais casos de herpes zóster no grupo de 4 mg do que no grupo de 2 mg ou no grupo placebo (7 vs 2 vs 2). No entanto, esses casos tenderam a ocorrer em pacientes que tiveram várias exposições a biológicos anteriormente. Este poderia ser um indicador de idade avançada, doença mais refratária ou simplesmente maior exposição a agentes imunomoduladores. Houve também uma diminuição ligeira na contagem de hemoglobina e de neutrófilos, mas nenhuma elevação de enzimas hepáticas grau 3 ou 4 ou raras interrupções do tratamento devido a alterações laboratoriais.

Outros estudos com o baricitinib em pacientes que nunca usaram DMARD e em doentes que não alcançaram uma resposta adequada ao metotrexato estão em andamento.

O baricitinib é uma opção de tratamento que pode ser usado por via oral. No entanto, no estudo RA-BEACON, o risco de herpes zóster aumentou e os níveis de hemoglobina diminuíram, o que mostra que os efeitos colaterais deste medicamento precisam ser atentamente avaliados antes de estabelecer esta terapia.

O estudo foi financiado pela Eli Lily e Incyte Corporation.

Fonte: EULAR Rome 2015

NEWS.MED.BR, 2015. Novo medicamento biológico melhora os sintomas refratários da artrite reumatoide. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/pharma-news/794234/novo-medicamento-biologico-melhora-os-sintomas-refratarios-da-artrite-reumatoide.htm>. Acesso em: 14 jul. 2015

  1. Simone barboza Diz

    É sempre bom estar aberto a novos conhecimentos que ajuda-nos a buscar outras formas de alternativas para aliviar nossas enfermidades.

  2. vera Diz

    Gostaria muito de pode conseguir pelo menos um desse remédio seria tudo de bom aliviar as Dóris de minha mãe q sofre muito com essas Dóris insuportável como conseguir.

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