Não há mal que sempre dure, nem bem que se não acabe

O tratamento da artrite reumatoide para a remissão é um caminho de idas e vindas, pois um dia estamos bem, noutro damos dois passos para trás, é verdade! Mas, o importante é não desanimar e seguir o tratamento como prescrito pelo médico. Respeitando os prazos, não se automedicando e nem deixando de tomar as medicações porque acha que não estão fazendo efeito. A doença é delicada e “malvada”, mas dá para controlar e viver em harmonia com ela. É preciso antes de tudo ter paciência.

Meu nome é Sueli, sou professora e artista plástica, moro em Olinda/Pernambuco. Tudo começou em julho de 2017, após uma broncopneumonia. Ao me recuperar da doença, passei a sentir inchaço e dor no dedo mínimo da mão direita, que me impossibilitava de movê-lo. Depois, os mesmos sintomas passaram para outro dedo da mão esquerda e assim comecei a sentir travamento no punho direito e depois no esquerdo. Com o passar de um mês de idas e vindas em urgências de clínicas de ortopedia, medicamentos e licenças médicas, decidi procurar um reumatologista e fazer uma investigação mais a fundo.

Como estava muito no início e eu já tinha fibromialgia, fui diagnosticada apenas com o CID dessa doença, uma vez que os resultados dos exames de imagem não apresentavam um quadro inflamatório tão alarmantes. Segundo o médico eu tinha apenas uma tendinopatia de manguitos rotadores, uma hérnia de disco na cervical (devido a um acidente de carro há uns 17 anos) e tenossinovite nos punhos.

Passei a tomar as medicações prescritas e fazer fisioterapia diariamente, contudo, os resultados não eram animadores, pois passei a perder peso rapidamente e me sentia fraca, sem força, com mais inchaços e dores. Sentia febre e calafrios após o banho, como uma hipotermia. Quando não, um suor excessivo de molhar a roupa completamente e ter que mudá-la por outra. Isso foi do final de agosto até novembro, ou seja, até eu ter uma piora gigantesca.

No meio desse processo, o reumatologista teve um AVC leve e precisou se ausentar por um tempo, então, procurei um excelente ortopedista que já havia me atendido há um ano atrás, pois confiava nele de olhos fechados. Foi quando ele me alertou sobre a artrite reumatoide e requisitou que eu buscasse outro reumatologista para acompanhamento, os exames clínicos só aumentavam as chances do diagnóstico, pois estava muito debilitada fisicamente.

Passei a sentir falta de ar, tosse seca, dores nos dois punhos, frio excessivo dos pés até o meio das pernas e uma fraqueza enorme. Aí não teve jeito, os exames comprovaram uma anemia braba, meus resultados estavam com muitas alterações. Fui buscar um hematologista para cuidar da anemia e iniciar o tratamento, mas o quadro piorou muito e em uma semana fui socorrida para a Unimed umas 4 vezes, até que os médicos decidiram me internar para investigar o que tinha.

Passei 15 dias internada, tomando antibiótico e fazendo diversos exames até o diagnóstico. Fiquei muito triste, entrei numa quase depressão por não aceitar a doença. Passei a buscar a Deus, fazer terapia e me dedicar ao tratamento convencional e alternativo (medicamentos e acupuntura). Até que a melhora foi dando sinal. No início tive dias de não conseguir mexer nem as mãos, como também ficar em casa do meio dia às 17h esperando meu marido chegar do trabalho para poder me levar ao sanitário, pois não podia sair da cama de forma alguma.

Não foi fácil! Hoje, ainda vivo com dores e algumas limitações. Tenho os ombros, a cervical, os punhos e joelhos atingidos pela artrite. O pior são os punhos, por causa dos edemas e inflamação e estes estão quase sem movimento. Segundo o especialista de punhos, tenho que fazer uma cirurgia para remover o líquido sinovial e reduzir o edema, porém, como a inflamação é grande, se fizer agora, perco os movimentos definitivamente. Querem saber como estou hoje? VIVA!

Agradecendo a Deus todos os dias, continuo crendo no Senhor e no tratamento, acreditando que entrarei em remissão em breve, e se não for agora, que seja no tempo que tiver que ser, pois como dizia minha mãe: Não há mal que sempre dure, nem bem que se não acabe! E aí, você segue comigo rumo a remissão? Um abraço de algodão!

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

É simples, preencha o formulário no link http://ow.ly/gGra50nFGJp

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