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Metas do tratamento

Assim que o diagnóstico de uma doença reumática é realizado, a primeira conduta a ser adotada é introduzir as medicações para o controle da doença. Nesse momento, é importante definir quais serão as metas a serem alcançadas com o tratamento.

A meta que sempre discutimos na reumatologia vem do conceito do “treat to target” – T2T, termo criado para descrever um tipo de estratégia de tratamento ajustado em etapas, que tem por objetivo controlar a inflamação, através da reavaliação periódica e ajuste dos medicamentos. Essa avaliação é feita a cada retorno em consulta, através de métricas de controle, análise clínica e de marcadores de atividade de doença (laboratorial ou imagem).

Um alvo ambicioso é obter a remissão completa da doença (ideal) ou, pelo menos, a atividade mínima, prevenindo danos definitivos, melhorando a capacidade física e a qualidade de vida. Este tipo de conduta começou com a artrite reumatoide e tem sido aplicado a outras doenças do campo da Reumatologia, como o lúpus eritematoso sistêmico, espondilite anquilosante e gota.

Na artrite reumatoide, por exemplo, a principal meta é a remissão completa, ou seja, controle total da dor, edema, calor e normalização dos marcadores de atividade inflamatória em exames. Porém em alguns casos pode não ser possível atingir este alvo e ficaremos satisfeitos com a remissão parcial.

O tratamento guiado por metas predefinidas engloba vários elementos distintos: escolha de um alvo e um método para medi-lo; avaliação do alvo em um momento pré-especificado; compromisso de mudar a terapia se o objetivo não for alcançado; e tomada de decisão compartilhada com o paciente.

Lembrando que a cada decisão de iniciar ou alterar a terapia deve ser sempre discutida com cada paciente e as suas preferências devem ser revisadas regularmente. Os pacientes devem sempre ser informados sobre o curso da doença, os benefícios e malefícios de possíveis tratamentos e a base de evidências que sustentam o tratamento a ser alvejado.

#REPOST @drapaularoman

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