Mesmo com minhas limitações levo uma vida normal, gosto de sair com meus amigos, estudo, trabalho e moro sozinha

Sou a Milene, os primeiros sintomas surgiram quando eu tinha 5 anos, tudo começou com um inchaço no joelho direito e rigidez matinal, passei por vários médicos, muitos remédios, algumas cirurgias e dores frequentes. Foram 5 anos de sofrimento até o diagnóstico, porém a doença já havia comprometido a articulação, me fazendo perder completamente a mobilidade do joelho.

Eu jamais poderia imaginar a batalha que me aguardava, por morar em uma cidade pequena eu preciso viajar cerca de 5 horas até Curitiba-PR, onde realizo meu tratamento, o desgaste físico e psicológico é imenso. Aos 14 anos tive (ceratite ulcerativa), que é uma inflamação na córnea, segundo meu médico também por consequência da AR.

Mesmo com tratamento e cirurgia perdi a visão do olho esquerdo. Além do mais a AR trouxe para minha vida a ansiedade, pois nunca soube lidar com o espelho e as sequelas que a doença vai deixando pelo meu corpo, viver com AR é como estar em uma montanha-russa sem fim, nunca sabemos como vai ser o dia seguinte pois tudo influencia nos sintomas, ela tem o poder de sugar nossa energia e acabar com a autoestima.

Hoje estou me preparando para realizar uma artroplastia, acredito que a prótese devolva a mobilidade do meu joelho e me ajude a andar sem mancar tanto, tenho uma luta imensa pelo caminho, mas sempre escolho acreditar que amanha será melhor.

Mesmo com minhas limitações levo uma vida normal, gosto de sair com meus amigos, estudo, trabalho e moro sozinha. Aprendi com tudo isso que não importa o quanto estamos cansados, sempre teremos forças para ir além.

O conselho que quero deixar para quem está começando agora essa jornada é cuidem da saúde mental de vocês, lembrem-se que esta acontecendo uma guerra dentro do nosso corpo, precisamos estar equilibrados emocionalmente para lidar com tudo isso, não se cobrem tanto, tudo bem não estar bem sempre, uma vida adaptada não tem que ser uma vida triste, e principalmente priorizem-se!

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

É simples, preencha o formulário no link http://ow.ly/gGra50nFGJp

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