Medicações e os excessos das festas de fim de ano

Quem tem doença crônica depende de medicações continuas para manter seus sintomas sob controle, o que muitas vezes significa ter de restringir o consumo de bebidas alcoólicas. Em períodos festivos, como Natal e Ano Novo, é comum o questionamento se este perfil de paciente pode abrir alguma exceção, seja com o remédio, seja com a bebida, para poder celebrar junto à família e amigos.

Segundo o neurocirurgião mestre e doutor pela UNIFESP, Dr. Claudio Fernandes Corrêa, pacientes crônicos, especialmente os portadores de dor, não podem parar de tomar suas medicações, mas também não precisam se privar de beber socialmente nas festas de final de ano. O médico explica que as medicações de controle da dor crônica são essencialmente baseadas em antidepressivos e anticonvulsivantes que atuam no sistema supressor da dor e que não apresentam interações com o medicamento, porém, tendem a diminuir o seu efeito.

“Cada caso é um caso, mas em geral a sociabilização típica destas festividades também ajudam na promoção de bem estar e liberação de endorfina, que ajuda amenizar quadros de dor. Isso explica os relatos de pessoas geralmente queixosas no dia a dia, mais leves e falantes em reuniões de família”, explica o médico.

As orientações valem também para outras doenças que são tratadas de forma contínua como Mal de Parkinson e distonias em geral, que também não usam medicações que interagem com as bebidas alcoólicas.

A exceção quanto a liberação do álcool fica por conta das medicações psiquiátricas, em que o consumo de bebida alcoólica não é permitido por provocar interações que prejudicam a eficácia do remédio.

O médico adverte que em caso de dúvidas sobre em que quadro se encaixa a doença ou a medicação que o paciente consome, é importante consultar o médico de referência do paciente.

Como mensagem final, sempre é importante destacar que independente do uso de medicações, o consumo de álcool deve ser sempre moderado, visto que em excesso ele pode interferir de forma importante sobre o sistema nervoso central e a percepção dos sentidos do indivíduo.

Fonte: Revista News

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