Hoje tenho um sentimento dentro de mim que só aumenta, GRATIDÃO

Fui diagnosticada com Artrite Reumatoide em 2009, após uma consulta com um ortopedista especialista em mãos e punho, logo no exame clínico ele me deu a suspeita de AR ou lúpus, me encaminhou a um reumatologista amigo dele e foi quando minha luta começou, de início fui afastada do trabalho por 15 dias, pois estava trabalhando a força, doía tudo, fiquei depressiva, edemasiada e cega, isso mesmo, cega, quando iniciei o tratamento me foi receitado reuquinol e este me deixou cega por uns dias, pois bem, minha auto estima baixou e com isso minhas defesas também, mudei de reumatologista, pois o que me acompanhava não atendia mais pelo meu plano.

Ao chegar no outro reumatologista, este manteve as medicações que eu já fazia uso e acrescentou o meu primeiro biológico, Humira no início tudo bem, senti uma melhora, mas nada de remissão, mudamos o biológico, após 2 anos de uso, iniciei o uso de Enbrel, esse além de não resolver o meu problema, ainda me deixou mais doente, pois, era o mesmo que fazer uso de água destilada, não senti nada de bom, então trocamos para Actemra 4 frascos por mês, não está adiantando nada, e pior hoje faço uso dela e de: tramal, prednisona, Cymbi, dorflex, antidepressivos e nada de melhorar, foi retirado o metotrexato e o ibuprofeno pois os exames mostraram toxidade no fígado, hoje estou com os punhos rígidos, as mãos deformadas, cistos nos dois joelhos, inflamações nos pés e ombros, até o meu cóccix está inflamando com frequência, gastando mais do que político em época de eleição, e ainda fui cortada do INSS.

E agora, desisto de tudo, e me suicido? JAMAIS! Desistir é para os fracos, sou serva do DEUS dos DEUSES, ele nunca me desamparou, e quando estou triste me lembro que existem pessoas que passam por coisas piores que eu, que tenho uma mãe que me ama e que luta desde o dia em que eu e minhas irmãs nascemos, para nos tirar da fome e da pobreza que vivíamos, e hoje sofre por não ter mais a sua filha caçula que o Senhor levou por não aguentar mais vê-la sofrendo com lúpus, me lembro de meu pai, que nos acolheu quando ninguém mais o faria e que se tornou exemplo de homem para nós, me lembro da minha princesa linda, minha filha que Deus me deu o privilégio de gerá-la, me lembro da força que minha irmã mais nova sempre teve ao lutar contra o lúpus, da minha irmã mais velha que é um exemplo de superação e força de vencer na vida, do meu marido que por muitos dias é os meus pés e minhas mãos, desde quando acordo até a hora de eu tentar dormir gemendo de dor e me lembro da minha sogra que me acolheu como filha e sempre que pode, me ajuda no que eu precisar, uma mulher de fé.

Tenho uma família abençoada que nunca duvidou das minhas dores e nunca me deixou sozinha nesses momentos de difíceis, por isso não tenho o que reclamar somente agradecer, agradeço a Deus todos os dias. Não é fácil viver assim, mas vivo um dia de cada vez, e perto de quem me ama, tenho amor todos os dias e sou feliz. Após muitas dores e muita luta, consegui concluir a faculdade de direito, tive muita ajuda para isso, infelizmente não conseguirei usufruir da minha graduação, mas a tenho como uma grande vitória em minha vida.

Hoje tenho um sentimento dentro de mim, que só aumenta,GRATIDÃO. Gratidão pela vida da minha família e a Deus por cada amanhecer que ele me proporciona. São muitas as noites de choro, é tanta dor, não consigo pentear cabelo, colocar uma roupa, fechar o sutien, dói tudo, do pé ao pescoço, deitar dói, sentar dói, levantar de manhã dói, escovar os dentes é a pior de todas as dores, não consigo ir a igreja,se não tiver companhia, meu caminhar é manco, não consigo calçar um salto, por mais baixo que for, não abro embalagem alguma, garrafas nem se fala, tudo dói e por mais que tenha ajuda, subir ou descer qualquer degrau vira uma luta, não cumprimento as pessoas, pois um simples aperto de mão já me contorço de dor.

Chamo-me Leiliana Costa Vieira, tenho 34 anos, sou técnica de enfermagem, convivo com a artrite reumatoide desde 2009, em 2012 entrei pela perícia por não aguentar mais trabalhar e assim permaneci até 27 de setembro de 2016, desde então luto por uma vida sem dor, ainda não consegui, mas Deus sabe de todas as coisas. Obs.: Esse texto quem digita é o meu esposo, pois jamais conseguiria faze-lo com as deformidades que eu tenho.

Dor Compartilhada é Dor Diminuída“, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

“Conte a sua História”

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