Foram quase quinze anos para conseguir um diagnóstico

Desistir jamais é possível conviver com ela. 

Comecei a sentir os sintomas aos vinte anos de idade, logo que ganhei minha segunda filha, comecei com fortes dores que me incapacitavam de pegar meu bebê no colo. Fui há vários médicos ortopedistas e ouvi tipo: “você é muito nova para sentir tanta dor”. “Acho que isso é sua cabeça que está produzindo, vamos tomar antidepressivos.”

Você tem fibromialgia, mas nada ao certo, nem tratamento. Ficava travada com fortes dores e não podia brincar e cuidar dos meus pequenos, foi uma fase muito difícil. Muitos não compreendiam inclusive meu marido, família e amigos. Ouvia muitas piadas por conta das minhas dificuldades em andar e fazer algumas tarefas básicas. Como não tinha um diagnostico preciso, abandonei o acompanhamento médico e continuei a tomar medicamentos por minha conta.

Com todas as minhas dificuldades nunca desanimei fiz uma faculdade e hoje com orgulho falo: sou professora. Com o estresse do estudo, da doença e o automedicamento, ganhei uma gastrite muito forte, foram três anos de tratamento para amenizar. Foi quando meu gastro me orientou a procurar um especialista para descobrir o que eu tinha para um tratamento adequado e assim, melhorar da gastrite.

Consultei com um ortopedista e nos meus exames constatou artrose no quadril, comecei o tratamento, mas logo engravidei depois de doze anos eu grávida, me desesperei por causa da artrose e as dores. Precisei parar com os medicamentos, mas graças a Deus tive uma gravidez tranquila e sem dores. Voltei ao ortopedista e agora era outro médico que me atendeu e me pediu novos exames, ele não soube explicar as alterações que apareceram e continuei só com o diagnóstico de artrose.

Passei por uma cirurgia de hérnia no umbigo devido a gravidez e no momento da anestesia não pude tomar porque minha coluna já estava calcificada, fui sedada. Logo depois da cirurgia o médico veio falar comigo e me falou que a doença que eu tinha era séria e precisava de tratamento. Quando ele me disse o nome da doença eu falei para ele que isso estava escrito nos meus últimos exames feitos. Voltei ao ortopedista e o questionei sobre o que tinha e ele simplesmente me dispensou dizendo não saber o que era aquilo.

Pedi um encaminhamento para um reumatologista e na primeira consulta ele já deu o diagnóstico, fiz vários exames apenas para confirmar e poder solicitar o biológico na farmácia de alto custo do governo. Foram quase quinze anos para conseguir um diagnóstico com precisão e mais dois para conseguir o medicamento HUMIRA.

Hoje posso dizer que levo uma vida quase normal pois fiquei com sequelas, mas sou grata a Deus pois posso fazer o que mais gosto que é ser professora e minhas dores hoje melhoraram 90%. Desistir jamais é possível conviver com ela.

Meu nome é Simone Santos, tenho Espondilite Anquilosante.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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