Eu tenho sede de viver, vivo para sonhar, luto para realizar e acredito na pessoa forte que me tornei

Olá, meu nome é Aline, hoje estou aqui para falar das razões em acreditar no amor. Há exatamente 17 anos descobri a artrite reumatoide juvenil, uma doença degenerativa que aos poucos foi tirando alguns dos meus movimentos.

Hoje já não tenho mais 100% dos movimentos das minhas mãos e pés. Aos meus 19 anos de idade terminei um relacionamento abusivo, onde meu ex deixava claro que ninguém ficaria comigo por eu ser um peso na vida das pessoas.

Fiquei depressiva por alguns meses e acreditava nesta ideia de que ninguém ia me amar, até que Alisson apareceu, arrancou sorrisos, demorou um pouco devido minha insegurança mas em 17/09/08 aconteceu nosso primeiro beijo. Demorei para contar sobre minha condição, lembro-me que no dia que contei ele sorriu e disse, “nossa você estava nervosa por isso?”

Me abraçou e naquele momento eu senti uma paz inexplicável. Alisson foi acompanhando todas as cirurgias, trocas de medicações, internações, perdas de movimentos. Lembro de uma vez que surtei, sou muito vaidosa, minha mão havia perdido parte dos movimentos, eu já não conseguia escovar meus cabelos, ele me perguntou o motivo de eu estar assim, pois que daríamos um jeito.

Ele simplesmente aprendeu a escovar meus cabelos e me disse: “Mor, serei suas mãos”! Esses dias fomos em uma pizzaria e eu não conseguia cortar a minha pizza, fique com vergonha e falei baixinho para ele: ” Mor, não consigo cortar, vou pegar com a mão, não liga”.

Ele simplesmente olhou, sorriu e disse, “bem, pizza se come com as mãos, vamos comer os dois assim”. Bom, fazem 11 anos desse relacionamento, Alisson me faz acreditar que consigo mais, as viagens onde ele me carrega no colo para conseguir acompanha-lo, as fotos que tira para dizer que estou linda.

Alisson, convive diariamente com minha ansiedade de viver a vida, de aproveitar o máximo, quero olhar pra trás e dizer: Sou e fui grata a oportunidade da vida.

Alisson me apoia nessas loucuras todas. Me diz o quanto ensinei ele a viver. Quero dizer que primeiramente se amem, vocês são lindas, ser diferente é algo inédito hoje em dia. Acreditem no amor, há pessoas boas neste mundo que enxergam a sua garra, fé, força e história.

Eu tenho sede de viver, vivo para sonhar, luto para realizar e acredito na pessoa forte que me tornei.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!
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