Eu segurava nas mãos uma dose de esperança

Não se desespere, há possibilidade de ter AR com qualidade de vida.

Meu nome é Amanda (@amandacrib), tenho 26 anos, sou estudante universitária e convivo com a AR desde 2013. Há 6 anos tive uma dor no joelho que me incomodava mas não ao ponto de tomar uma iniciativa de ir ao médico. Nem imaginava que uma dorzinha daquela poderia desencadear em algo maior. Após um mês piorei e já não sentia dores apenas no joelho, mas em todas as articulações do corpo.

Fiquei com medo, não sabia o que era. Fui ao médico e logo fui diagnosticada com Artrite Reumatoide. Meu mundo foi ao chão. Me imaginava tendo para sempre uma doença autoimune crônica e que ia sofrer com dores o resto da vida. Fiquei deprimida. Nessa altura do campeonato só ficou comigo quem realmente gostava de mim.

Sentia dificuldades para andar, escovar meus dentes, pentear cabelo, ir ao banheiro, abrir uma porta e todas as demais atividades do dia a dia. No trabalho me rotulavam de preguiçosa e diziam que eu fazia drama. Afinal doença invisível para alguns não é doença né? Engordei muito com os corticoides (36kg) e me senti feia, não conseguia me aceitar. Vivia deprimida e com medo do que o amanhã me traria.

Tive de mudar sonhos, pois minhas expectativas não se encaixavam na minha realidade. Senti por 3 anos todos os sintomas do infarto quando tive pericardite reumática. Me afastei de tudo e de todos. Tive complicações com remédios. Quase fiquei careca, gastrite, refluxo e infecções. Fiquei sem andar direito por um tempo e só ficava na cama. Me viciei em um medicamento chamado tramadol (fiquei totalmente dependente).

Comecei a sentir muita dores na coluna, foi quando descobri que não tinha apenas a artrite e sim espondilite também. Não sabia mais o que fazer. Não tinha apenas uma doença auto imune, eu tinha duas! Que situação. Foi quando senti a necessidade de mudar de médico, para um que me tratasse com humanidade e que me ouvisse e me ajudasse.

Meu novo médico me passou um novo tratamento chamado Simponi (Golimumabe) e disse que este tratamento me daria qualidade de vida. No início me assustei com o preço do remédio, muito caro. Eu teria que tomar uma dose todo mês. Foi quando descobri que o SUS arcava com os custos, se eu comprovasse ter a doença. Consegui 7 doses do laboratório Jansenn, através do médico, até meu processo de medicamento do SUS ser liberado.

Quando minha primeira dose chegou eu segurava nas mãos uma dose de esperança. Apliquei a primeira dose e após um mês entrei em remissão. Remissão não é cura, porque essas doenças não têm cura. Mas remissão é quando você continua com a doença , mas está adormecida. A partir daí tive qualidade de vida. As vezes sinto alguma dorzinha, mas nada comparado ao que sentia antes.

Agradeço a Deus pelo meu marido que sempre me ajudou e me amou. E pelo meu pai que nunca me abandonou. Essa é a história do meu diagnóstico. Cada dia é uma batalha diferente. Não chame de drama uma dor que não é sua. Tenha mais empatia pelas pessoas, você não sabe o que ela está passando.

Para quem é um(a) guerreiro(a) assim como eu: Não desanime! A doença pode não ter cura ainda, mas é possível viver com qualidade de vida. E lembre-se : Você não está sozinho(a).

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

É simples, preencha o formulário no link http://ow.ly/gGra50nFGJp

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