Eu busquei uma forma de entender a mim e aos outros

Meu Nome é Elda Rejane tenho 45 anos. Comecei a trabalhar muito nova, com 13 anos estudava na parte da manhã, e a tarde era babá, com 15, eu aprendi a ser manicure, com 16 comecei a trabalhar em um mercado e estudar a noite, com 17 entrei em uma loja de material de construção como caixa, e a noite fazia curso de professora, e ainda namorava.

Com 22 me casei, com 24 tive meu primeiro filho, só tirei licença a maternidade e voltei a trabalhar, já não mais satisfeita por ter que deixar meu filho em casa, trabalhava durante o dia e fazia curso de cabeleireira a noite, e com 26 anos montei meu salão de beleza em parceria com outra pessoa. Onde trabalhei por oito anos, e paralelo estudava para concurso público, em 2003 passei em um concurso, tomei posse em 2004 e trabalhei até 2006.

Foi quando eu comecei a sentir fortes dores no corpo, pois trabalhava no Estado de 7 as 15:00 e no salão de 15 até 20, 21 horas, foi quando começou as fortes dores, joelho direito, ombro e por todo corpo. Comecei a busca de ortopedistas e passei por vários, um dizia que era (LER) outro (ARTROSE) eles me passavam anti-inflamatórios e fisioterapia, porém, a dor continuava, trocava de médico o mesmo procedimento, quando fazia exames apresentava pequenas lesões, mas eles não sabiam o que estava causando.

Fui encaminhada para um especialista de joelho, a mesma história falava que eu não tinha nada grave, e as dores e inflamações só aumentavam, um deles me disse que era fibromialgia, tomei os remédios e nada. Depois de 2 anos, passei por vários ortopedistas e clínicos gerais, uns dez profissionais, e nenhum remédio controlou minhas dores, mesmo assim não parava de trabalhar.

Tive uma crise muito, forte fiquei praticamente sem andar, e tinha crises horríveis, dores pelo corpo todo, foi quando procurei o único reumatologista da cidade que só atendia particular ele me atendeu muito bem, me passou vários exames e após 30 dias eu retornei e foi diagnosticada com Artrite Reumatoide, a essa altura eu já estava toda inflamada das juntas do corpo, ele me passou altas doses de corticoide, naproxemo e metrotexato.

Me disse que se eu não fizesse o tratamento direito, eu poderia alargar as portas da minha casa, pois ficaria na cadeira de rodas, eu voltei para casa em lágrimas, mas e não aceitei o diagnóstico. No início tomei os medicamentos de forma correta, as dores amenizaram, peguei atestado por alguns meses, pois estava de estágio probatório no estado, teria que completar três anos para ser realmente funcionaria publica.

Em 2007 completou os (3) anos de estágio e o reumatologista me deu um atestado de meses, pois eu não tinha melhoras significativas, isso porque eu ficava de licença da escola, mas não parei de trabalhar no salão. Até 2008 fiquei nesta rotina, foi ele que me deu todos os papeis para dar entrada na aposentadoria, pois eu já tinha passado o período de estágio no Estado.

Neste mesmo ano ele me orientou a procurar uma nova médica que tinha se formado na cidade. Eu segui o que ele me orientou, ela aumentou a dose dos remédio e trocou alguns, corticoide, metrotexato injetável, reuquinol e arava.

Ela era muito rígida, e queria que eu consultasse todos os meses, resumindo eu passei 3 meses sem consultar e quando eu fui estava mal novamente. Estava toda inflamada e com muitas dores, inclusive fascite plantar, pés inchados eu não conseguia andar, não podia tomar banho sem ajuda, nem pentear os cabelos, estava horrível, ela esperou eu sentar, olhou dentro dos olhos e disse: Você está sentindo dor? Eu balancei a cabeça que sim.

Você precisa de receita para os remédios? eu disse sim. Ela aumentou o tom de voz e me disse: eu não vou te dar, levanta e pode ir embora, eu não preciso de paciente como você, irresponsável, minha carreira está apenas começando e não são pessoas como você que vão me atrapalhar. Eu não quis acreditar, mas abaixei minha cabeça levantei, e fui chorando para casa.

As dores foram terríveis, tomei remédio por conta própria. Eu fiquei travada da cabeça aos pés, não conseguia me mover, precisava de ajuda para tomar banho, me trocar, escovar os dentes, comer, foi uma das piores épocas da minha vida, em relação a dor, uma vizinha me deu o nome de um especialista em AR, em outra cidade.

Marquei consulta e fui, contei toda história para ele, ele aceitou meu caso e falou que iria me ajudar, mas teria que fazer o tratamento direito, me passou vários exames eu topei pois não tinha mais opção, em agosto de 2010 chegou minha carta de aposentadoria do Estado, por invalidez.

Eu fiquei triste, pois não queria ser uma inválida, e não me sentia uma, depois de muito sofrimento. Após os resultados dos exames o anjo que Deus colocou em minha vida, me passou o medicamentos biológicos, Embrel, minha vida começou a mudar completamente.

Tomava uma injeção por semana. Mas eu não me conformei e ainda continuava a procurar estar melhor, tentei fazer exercícios por várias vezes, o antigo médico não deixava eu fazer, já este que estou agora, disse que poderia fazer o que eu conseguisse. Eu lutei e consegui!

Comecei a pesquisar sobre alimentação saudável e comecei a fazer reeducação alimentar, cortei alguns alimentos que me faziam mal. Tive 100% de melhora. Fiz faculdade, fiz vários cursos complementares entre eles Psicanalise e Terapia do emagrecimento, ainda hoje estudo Medicina chinesa.

Em 2017 abri meu consultório. Eu busquei uma forma de entender a mim e aos outros. Hoje faço exercícios físico, zumba, capoeira, moro no terceiro andar subo as escadas da minha casa umas 10 vezes por dia. Eu tenho uma alimentação saudável, tomo apenas uma injeção de Etanercept por mês.

Tudo graças a um Deus maravilhoso e a minha família e amigos que nunca desistiram de mim. Não me abandonaram nos momentos difíceis e hoje estou aqui para compartilhar com vocês um pouco da minha história, e afirmar que tem COMO ter uma vida saudável e ativa.

Só depende de cada um nós. Hoje eu ajudo pessoas a amenizar suas dores, para alcançarem uma vida ativa e saudável.

Sou psicoterapeuta breve. Agradeço a Deus pela vida da médica que me expulsou do consultório, e me fez conhecer uma nova realidade.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

É simples, preencha o formulário no link http://ow.ly/gGra50nFGJp

Doe a sua história!

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