Estou vivendo um dia de cada vez sempre na esperança de dias melhores.

Eu tinha uma vida super normal, trabalhava fora, fazia meu afazeres domésticos , cuidava de minhas filhas, tudo com muita energia. Uma certa madrugada acordei e ao me levantar da cama senti uma forte dor no joelho esquerdo. Me levantei devagar, tinha um degrau para chegar ao banheiro, foi aí que percebi que aquela dor não era normal.

Era muito forte. Tomei um anti-inflamatório e passou. Depois de uns 2 meses começou a doer e inchar minha mão direita, ficava vermelha e muito dolorida, tudo começou a ficar difícil desde pentear os cabelos, escovar os dentes, até para comer, pois precisava segurar os talheres e meus dedos doíam.

Procurei um médico especialista em mão. De início achava que era síndrome do túnel do carpo. Então fui para fisioterapia uns 3 meses. Acalmava mas não melhorava. Até que um dia me encaminhou para uma Reumatologista e depois de muitos exames clínicos, de imagem e ressonância magnética foi que veio a notícia de AR.

Então o tratamento veio com tudo. O corticoide, o biológico, enfim, o início. Muito enjoo por causa do Metotrexato, era uma dose semanal de 8 comprimidos, meu estômago já muito judiado e as dores permaneciam, dias mais e dias menos, mas sempre ali. Dois anos depois troquei de médico e de tratamento pois tive uma crise muito forte de dor, fui para o pronto socorro. Comecei com Certulizumabe que deu super certo.

Parecia que eu não tinha mais AR. Fiquei super feliz. Mas de um ano pra cá minha AR me faz lembrar todos os dias que ela está ali, já não está em remissão, troquei de novo de tratamento, agora com o Humira e esperando que ele faça o seu papel e que as dores diminuam.

Minha família sempre está comigo. Minhas filhas e meu marido me ajudam muito todos os dias e entendem minhas limitações. Demorei muito tempo para entender e principalmente aceitar que minha vida havia mudado tanto.

Hoje já não pratico tanta atividade física como antes. Me sinto muito mais cansada e algumas outras dificuldades como dormir. A pouco tempo descobri a dita “asma” e também estou tratando. Mas estou vivendo um dia de cada vez sempre na esperança de dias melhores.

Agradeço muito pelos médicos que me ajudam a ter uma qualidade de vida melhor. Agradeço muito a minha família pelo apoio e ajuda. E é assim, só quem tem, é que sabe a dor que sente.

Meu nome é Andreia Fernandes.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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