Espondilite Anquilosante: tratamento adequado contribui para manter a doença sob controle

Espondilite Anquilosante: tratamento adequado contribui para manter a doença sob controle

Classificada como uma doença autoimune, a Espondilite gera inflamação das articulações, principalmente as da coluna

A Espondilite Anquilosante (EA) faz parte de um grupo de doenças chamadas autoimunes que, segundo a médica reumatologista , Andressa Miozzo Soares, do Centro Catarinense de Imunoterapia (CCI), em Florianópolis, causa uma inflamação que acomete principalmente a coluna e grandes articulações como o quadril, acarretando dores e alterações locais que podem ao longo dos anos gerar anquilose, ou seja, a fusão de um osso em outro, reduzindo assim a mobilidade.

“Infelizmente, a EA ainda não tem cura, no entanto, a boa notícia é que apesar de crônica, a doença dispõe de excelentes tratamentos que a mantém sob controle”, explica a médica.

O principal sintoma da EA é a chamada dor lombar inflamatória. Ao contrário das dores habituais na coluna, que geralmente se relacionam a momentos de esforço, as dores da EA ocorrem principalmente durante períodos de repouso, especialmente ao acordar.

As dores costumam iniciar pela região lombar, podendo estender-se por toda a coluna e demais articulações, como quadril, ombros, joelhos, tornozelos, ou mesmo pequenas articulações de mãos e pés. Existem ainda as chamadas manifestações extra articulares, ou seja, a doença pode acometer locais como olhos, pele, coração, pulmão e rins.

A EA faz parte de um grupo de patologias classificadas como espondiloatrites e pode ser confundida com outras doenças deste mesmo grupo, bem como com outras patologias sem origem auto imune. Por isso, de acordo com a reumatologista, é importante fazer uma avaliação da história clínica do paciente para que seja possível fazer essa diferenciação.

“Existe um grande atraso no diagnóstico da EA em pacientes com dor lombar. Muitos são tratados por muito tempo como uma lombalgia mecânica, ou seja, dores lombares causadas por quadros de contratura muscular, hérnias de disco, artrose, excesso de peso, entre outros”, alerta.

Estudos mundiais mostram que a doença acomete preferencialmente adultos entre 20 e 40 anos, sendo extremamente incomum seu início após os 45 anos. Além disso, existem mais diagnósticos no sexo masculino.

O tratamento da doença varia desde analgésicos para tratamento das dores, anti-inflamatórios, imunossupressores e medicações chamadas imunobiológicas, que agem no sistema imune visando a remissão da doença, ou seja, agem no sistema que se encontra disfuncional, com o objetivo de impedir o prosseguimento do ataque contra o próprio corpo.

“Vale lembrar que a doença pode se apresentar de diversas formas e intensidades. Além disso todas as medicações apresentam contraindicações e efeitos colaterais de algum grau. Por este motivo, somente um médico reumatologista, especialista no tratamento da EA, pode decidir qual o melhor tratamento para o paciente”, destaca a médica.

Por ser uma doença crônica, os pacientes podem enfrentar dificuldades de aceitação, principalmente os jovens. Por isso o acompanhamento psicológico pode ajudar neste enfrentamento, melhorar a aceitação da doença, bem como a adesão ao tratamento. Fisioterapia e a prática regular de atividade física também são extremamente importantes.

“O paciente com diagnóstico de EA deve fazer um acompanhamento regular da doença. Existirão momentos em que ela estará adormecida e o paciente sem dores. Mesmo nesta fase, não se pode abandonar o acompanhamento e os tratamentos propostos. A periodicidade das consultas e exames irá variar de acordo com a gravidade do quadro”, completa a médica.

Centro Catarinense de Imunoterapia – CCI

Diretora Técnica: Drª Sonia Cristina de M. S. Fialho – CRM/SC 13.062 | RQE 8.795

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