Entesite diferencia espondilite anquilosante da artrite reumatoide, saiba mais

Se não tratada corretamente, a entesite pode levar à danos ósseos irreversíveis

A entesite é um processo inflamatório da êntese, que é o nome dado ao local de ligação do músculo, tendão ou ligamento ao osso. Geralmente, as entesites são lesões características da espondilite anquilosante, uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações do esqueleto axial, especialmente as da coluna, quadris, ombros e joelhos.

“A entesite diferencia a artrite psoriásica e a espondilite anquilosante da artrite reumatoide, auxiliando no diagnóstico da doença reumatológica”, explicou Dr. Valderílio Feijó Azevedo, médico reumatologista, durante palestra no Congresso Brasileiro de Reumatologia, realizado em setembro deste ano.

Tipos de enteses

Há dois tipos de enteses, as fibrocartilaginosas e as fibrosas. “A primeira tem a origem na cartilagem, já a segunda nos tendões e ligamentos penetrando dentro do osso. Pode acontecer de uma região com processo inflamatório possuir os dois tipos de enteses”, contou o médico.

Entesite pode levar à danos ósseos irreversíveis

Basicamente, o processo de formação das entesites conta com uma ativação imune, que tem diversos gatilhos, tais como estresse mecânico, infecções e até alterações na flora intestinal. Com a ativação de células inflamatórias, há uma resposta do corpo que produz a citocina (proteína importante para a resposta imune do organismo) IL-17A, que amplifica a entesite.

“A entesite conduzida pela IL-17A leva à danos ósseos irreversíveis e piora na qualidade de vida tanto na espondilite anquilosante como na artrite psoriásica”, explicou Dr. Valderílio Feijó.

A avaliação das entesites é feita clinicamente, verificando a sensibilidade no local da entese. “A entensite é um marcador de atividade da doença e piora no índice de qualidade de vida das pessoas com espondilite anquilosante”, destacou o reumatologista. O tratamento visa bloquear precocemente a citocina IL-17A, com o objetivo de alterar o curso da doença. Um dos medicamentos utilizados é o biológico secuquinumabe, que demonstrou eficácia na inibição da citocina.

Saiba mais sobre a eficácia de secuquinumabe no tratamento da espondilite anquilosante e artrite psoriásica em: https://artritereumatoide.blog.br/76-dos-pacientes-com-psoriase-moderada-a-grave-tratados-com-secuquinumabe-apresentaram-90-ou-mais-de-melhora-apos-um-ano-de-tratamento/  

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