A doença é uma caixinha de surpresas

No Final de 2008 e início de 2009 tive sérios problemas no joelho direito, o que foi diagnosticado como transtorno femuropatelares (CID M22.2), condromalácia grau 4. Com a graça de Deus consegui tratamento no Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação, em Brasília-DF (onde resido). Comecei a ter uma leve atrofiação na coxa direita e tinha um inchaço crônico e dores crônicas. Em setembro de 2009 comecei a andar de bengala, em dezembro fiz uma cirurgia. O tratamento de fisioterapia, hidroterapia e reabilitação pós-cirúrgico durou quase 2 anos e andei de bengala por 1 ano. Em meio a este processo eu fazia faculdade de Comunicação social-jornalismo e mesmo diante de tantas dificuldades, consegui concluir o curso. Quando estava já terminando, o difícil processo de tratamento de joelho direito com sucesso, descobri que o problema no joelho era proveniente da artrite psoriásica. Isso foi em meados de 2011.
E minha luta recomeçava, precisei entender melhor a doença, já estava com várias articulações inflamadas e com alguns membros já comprometidos. (mãos, punhos, cotovelos, ombros, pés e tornozelos). Dei início ao tratamento com medicações e adaptação das mesmas. Na quinta tentativa foi que consegui um melhor resultado, tomando Metrotexato injetável na quimioterapia do Hospital de Base do Governo do DF 1 vez por semana e a medicação imunossupressora Enbrel que eu pegava na Farmácia de Medicações Excepcionais do governo e que custa quase R$ 8.000,00 (uma caixa com 4 injeções) e que dura 1 mês, pois tomava esta medicação 1 vez por semana. Agradeço ao SUS por ter acesso a esta medicação gratuitamente.
Porém, o início destas medicações me deixaram com vários efeitos colaterais desagradáveis e decidi, juntamente com meus pais, dar um tempo da vida profissional e me dedicar ao tratamento. Sofri muito e sofro até hoje, pois esta doença é uma caixinha de surpresas para mim e num momento de rebeldia parei de tomar as medicações. Com a ilusão de voltar a ter uma vida normal, fiquei 9 meses sem tomar a medicação e fugindo da minha reumatologista.
Neste processo de rebeldia, comecei a ter problema no joelho esquerdo e em julho de 2012 precisei operá-lo, mas desta vez o processo de recuperação foi mais rápido. Diante de várias dores, limitações e agravamento da doença, este ano voltei com o tratamento. Queixando-me de dores na coluna, minha médica pediu um RX e já estou com esclerose nas articulações sacroilíacas bilaterais. Já estou há quase 2 anos sem trabalhar, minha médica tentou me encostar por alguns meses pelo INSS, mas fui negada. Hoje faço terapia para aceitar melhor a doença e aprender a viver melhor com minhas limitações. Nada é fácil, acordo e durmo com dores quase que diariamente, ter voltado com as medicações agora, ainda me deixa com enjoos, indisposição, enxaqueca e outros efeitos desagradáveis.
Há dias que estou mais animada e positiva e têm dias que fico de saco cheio de tudo. Mas lutar contra a doença é a pior alternativa e aceitá-la te ajuda a viver uma vida feliz e harmoniosa, dentro de suas limitações. Ainda estou tentando, espero chegar lá. Obrigada pela oportunidade de poder compartilhar a minha dor. Abraços e desejos de melhoras para todos os meus, novos, amigos deste blog.
Me chamo Karla Regina, tenho 32 anos, solteira, não tenho filhos e sou portadora de artrite psoriásica. 

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