Diante de todas as crises me faço acreditar que é só mais uma fase, uma fase que eu também vou superar.

Meu nome é Gil, não me lembro muito bem como tudo começou, mas tenho algumas memórias ruins da minha infância. Segundo relato dos meus pais as dores começaram quando eu tinha mais ou menos três anos. A AR demorou um pouquinho para ser descoberta no meu caso, no entanto, enquanto meus pais não sabiam de qual patologia se tratava tive várias outras doenças que provavelmente podem ter sido causadas pela artrite.

O pouco que me lembro da minha infância, lembro de muitas idas ao hospital, lembro de ver as minhas mãos sempre inchadas e os pés também. Bom, quando eu tinha 8 anos fui diagnosticada com AR e aí começou uma das fases mais complicadas da minha vida. Comecei a tomar drogas fortes que tinham muitos efeitos colaterais, vivia caindo, com sono e comecei a reter muito líquido.

Com a adolescência as drogas foram mudando e os efeitos colaterais piorando e em 2014 fui acometida com neurite óptica, perdi totalmente a visão do olho esquerdo, a causa até então era indecifrável depois de algum tempo consegui recuperar parcialmente a visão mas o meu psicológico foi extremamente abalado.

Foi quando eu realmente passei a entender o que era viver com AR. Vivo á 18 anos com essa patologia, temos dias de altos e baixos. Tem dias que acordo muito bem, outros que nem consigo levantar da cama, dias em que eu durmo sem nenhuma dor, no entanto, acordo pedindo para me levarem para urgência.

Minha mãe costuma dizer que sou uma caixinha de surpresas (risos). A AR já me tirou muitas coisas até mesmo relacionamentos, mas uma coisa que a AR nunca vai conseguir tirar de mim é a minha fé e a minha vontade de viver.

Hoje, tenho 21 anos, vejo meus dedos ficando tortos, já vejo o meu pé ficar sempre inchado, mas ainda acredito que vou vencer tudo isso, diante de todas as crises me faço acreditar que é só mais uma fase, uma fase que eu também vou superar.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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