Apesar de ser uma doença conhecida, o lúpus ainda é cercado por dúvidas, mitos e desinformação. Especialistas alertam que a informação confiável é essencial para entender o que é a doença, como ela se manifesta e por que o diagnóstico precoce é fundamental para pacientes e familiares.
Segundo o médico reumatologista Dr. Edgar Reis, membro da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o impacto da desinformação sobre a doença ainda é grande. “Muitas pessoas acreditam, por exemplo, que o lúpus é contagioso, o que não é verdade”, alerta Reis. “Campanhas de conscientização ajudam a combater esses mitos, incentivar o diagnóstico precoce e mostrar que, com tratamento adequado, a pessoa pode ter qualidade de vida.”
O médico patologista Dr. Hugo Magalhães, membro da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e especialista em Dermatopatologia, complementa que o mês do Fevereiro Roxo é uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre doenças crônicas como o lúpus. “É um tema muito importante e que merece mais visibilidade. Ainda existem muitas dúvidas e, por isso, discutir a doença de forma clara ajuda pacientes e profissionais a compreenderem melhor esse processo”, afirma.
O que é o lúpus – Segundo Reis, o lúpus é uma doença autoimune em que o próprio sistema de defesa do organismo passa a atacar estruturas do corpo. “Por algum motivo, as células de defesa e os autoanticorpos começam a se comportar de maneira inadequada e passam a atingir órgãos e sistemas como pele, articulações, rins, pulmões e células do sangue”, explica.
O especialista da SBR reforça que a doença pode se manifestar de maneiras diferentes em cada pessoa. “O lúpus é muito individual. Um paciente pode ter acometimento da pele e das articulações, enquanto outro pode ter envolvimento renal ou de outros órgãos. É uma doença heterogênea, que muda de pessoa para pessoa”, diz.
No Brasil, embora ainda faltem dados epidemiológicos totalmente precisos, estimativas indicam que entre 150 mil e 300 mil pessoas vivem com lúpus, com cerca de 19 mil novos diagnósticos por ano. O quadro é mais comum em mulheres jovens, especialmente entre 15 e 45 anos, e pode ter relação com fatores genéticos, hormonais e ambientais.
Embora o lúpus ainda não tenha cura, o controle da doença evoluiu muito nas últimas décadas. “Hoje conseguimos controlar o lúpus com tratamento adequado e acompanhamento médico. A pessoa pode estudar, trabalhar e planejar a vida, desde que tenha cuidados e siga as orientações médicas”, explica o reumatologista.
Diagnóstico precoce – Do ponto de vista da Patologia, Magalhães explica que exames laboratoriais e biópsias podem ajudar a esclarecer casos suspeitos e acompanhar a evolução da doença. “Quando recebemos uma biópsia ou avaliamos exames, buscamos sinais que indiquem o processo inflamatório e a presença de autoanticorpos. Essa integração entre clínica, laboratório e Patologia é fundamental para chegar ao diagnóstico correto”, afirma.
O especialista da SBP também destaca a importância da detecção precoce. “A detecção é central na Patologia. Quando conseguimos identificar a doença mais cedo, é possível iniciar o tratamento rapidamente e melhorar a qualidade de vida do paciente”, conclui.
Aspectos como diagnóstico do lúpus, sintomas, tratamento e qualidade de vida são abordados no episódio de fevereiro de “O Patologista em Podcast”, podcast da SBP voltado ao público leigo, já disponível no Spotify. O conteúdo convida o público a ouvir a conversa e compartilhar informação confiável sobre a doença.
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RS Health – Vinícius Lima – viniciuslima@agenciars.co | (11) 96616-7167
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