De dorzinha boba à dor generalizada

No começo era apenas uma dorzinha boba em uma das mãos, pensei comigo : “Devo estar digitando muito”. Logo a “dorzinha boba” passou para outra mão, desceu até um dos joelhos, depois o outro, para os dois tornozelos e ombros. Quando dei por mim , a tal “dorzinha boba” se transformou em dor generalizada. Não havia remédio para dor que bastasse. Eu já não era mais a mesma. Passei a mancar o tempo todo (isso quando conseguia sair da cama), mal conseguia subir o zíper da calça, apertar o tubo de pasta de dente, me vestir! Fiquei totalmente dependente de minhas irmãs. Entrei em depressão, emagreci, me sentia fraca e tinha  pena de mim mesma. As pessoas me perguntavam (e me perguntam ainda) : “ Você machucou” ? – Dependendo de meu humor eu respondo que me machuquei jogando bola ou simplesmente digo um “SIM” bem seco.

No trabalho, não conseguia atender ninguém bem (era auxiliar de escritório), ir ao banco, ficar em pé ou sentada. Eu já estava revoltada, me perguntava o tempo todo : “Porque eu, o que fiz pra merecer tanta dor e limitações”?

Fui ao médico e o clínico geral de imediato me encaminhou para o reumatologista. Na consulta o médico me explicou sobre a AR , falou sobre a convivência com a doença e dos remédios. Passei a tomar Metotrexato, cloroquina e corticóides. Na primeira semana eu enjoava muito e ainda enjôo apenas de pensar e tomar o Metrotexato.  Os remédios demoraram para fazer efeito,  mas 3 meses depois eu já estava bem melhor, já não mancava com tanta freqüência, a dor nos joelhos e ombros já não incomodava tanto. Passei 2 anos assim, sem nem lembrar da AR, fazia caminhadas, passeava nos parques, etc. Porém, em 2010 perdi meus pais (primeiro meu pai vítima de um derrame, 15 dias depois minha mãe que já estava internada devido ao diabetes). Acredito que devido a essas perdas, a dor na alma e tristeza, a AR voltou com tudo. Hoje estou tentando controlar as dores e o inchaço nos tornozelos que é  que mais me incomoda, ando mancando,  mas mesmo assim não perdi a Fé em Deus e no futuro. Todos os dias tomo coragem  para ir trabalhar e voltar pra casa depois de passar 1:30hs de pé no metrô e no ônibus. Passei a tomar os remédios religiosamente, mas não estou conseguindo muito resultado. Já marquei consulta com o médico e vamos ver se os remédios biológicos fazem a AR “adormecer” novamente. Agradeço todos os dias pelo apoio de meu noivo e de minhas duas irmãs e espero dias melhores, não apenas para mim, mas para todos os portadores de doenças crônicas.

Me chamo Caroline , tenho 29 anos , sou noiva e há 5 anos convivo com a AR,  sou de São Paulo.

Dor Compartilhada é Dor Diminuída“, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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