Coragem e foco com o tratamento e dificuldades do caminho,nunca desistir

Coragem e foco com o tratamento e dificuldades do caminho,nunca desistir

Meu nome é Deise Dias e minha história com a artrite reumatoide começou a seis anos atrás, uma manhã comecei a sentir fortes dores nas mãos, na época com 10 anos lembro-me de ir até minha mãe e queixar-me de dores. A princípio meus pais acharam que era alguma  brincadeira de criança ou eu tivesse me machucado, mas aí as dores passaram a piorar e passaram para os joelhos e em seguida para os pés.

No começo da doença me lembro que sentia a área das mãos e joelhos muito quentes e tinha febres frequentes. O primeiro médico que fomos, foi o ortopedista que em seguida nos encaminhou para o reumatologista. No começo fiquei bastante nervosa com o resultado, como era criança, passaram várias coisas na minha cabeça.

É então veio o diagnóstico da artrite reumatoide juvenil, e a partir daquele momento ouvi a frase que marca até hoje a minha vida “a sua vida vai mudar daqui pra frente.” E realmente mudou, já passei por diversos médicos, fisioterapeutas, reumatologistas, já usei diversas medicações tanto de farmácia, tanto de tratamentos naturais.

No início da doença lembro-me de começar o tratamento com o corticoide, só quem tem doença reumática sabe como ela pode ser seu amigo e inimigo, quando comecei a fazer uso dele ,fiquei muito inchada e gordinha na época estava no 5°ano e lembro que meus colegas sempre gostavam de pegar minhas bochechas e eu até que gostava. Em relação a escola sempre fui uma aluna muito dedicada, nunca gostei de faltar aula, mas com a doença faltava muitas aulas por conta de dores e consultas.

Na escola sempre pude contar com o apoio dos meus amigos, professores e principalmente a coordenação que sempre foi muito compreensiva com minha situação, a atitude deles sempre me tocou foi quando eles transferiram minha turma do andar de cima para o andar de baixo devido às escadas. A doença tira muito de nós e só quem tem uma doença reumática sabe a dor que sentimos, mas quando falo de dor não me resumo somente a dor física mas a emocional também se manifesta nessas horas, naquelas horas que nos questionamos “por que comigo”,” por que eu”.

Já perdi a conta de quantas vezes fiz essa pergunta a min mesma, mas com esses questionamentos também vem as certezas que a doença trás a certeza que sua vida não será mais a mesma, mas que você pode se adaptar a ela e também com ela percebe quem são seus verdadeiros amigos e as pessoas que realmente gostam de você se mostram presentes nessas horas. Três verdadeiros amigos se fizeram presentes nesses momentos: Mayza, Victor e Arthur, outras pessoas também tiveram sua  importância, mas esses fizeram a diferença.

Atualmente tenho 16 anos de idade, faço uso da injeção (HUMIRA), sou estudante do ensino médio e já não tenho vergonha de abrir a boca e falar que sou portadora de ARJ, a doença tirou muito de mim mas também me trouxe coisa e pessoas que não trocaria por nada. E nessa minha história não podiam faltar as pessoas que sempre estiveram ao meu lado: meus pais, meus heróis sem capa, meus anjos sem assas o motivo de ainda estar aqui, por eles e por Deus também nunca desisti e sou muito grata a eles por nunca desistirem de mim.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

É simples, preencha o formulário no link http://ow.ly/gGra50nFGJp

Doe a sua história!❤

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