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Atenção Pacientes com Psoríase, termina hoje (17/03) o prazo para solicitar ao SUS o fornecimento de um novo medicamento o Risanquizumabe

Consulta pública, aberta à participação de toda população, avalia a incorporação de novo tratamento para psoríase no Sistema Único de Saúde (SUS). O link para participar está disponível no site da CONITEC.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) está com consulta pública aberta para receber contribuições da população para avaliação da incorporação pelo SUS de risanquizumabe para o tratamento de pacientes adultos com psoríase em placas moderada a grave, candidatos à fototerapia ou tratamento sistêmico.  Risanquizumabe foi aprovado em maio de 2019 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)2.

A psoríase é uma doença crônica que afeta cerca de 125 milhões de pessoas em todo o mundo e aproximadamente 3 milhões no Brasil (1,31% da população).3 Muitos pacientes não atingem as metas de tratamento ou perdem a resposta ao tratamento com o passar do tempo.4-6

Qualquer indivíduo maior de 18 anos pode expressar sua opinião sobre a incorporação desta nova terapia para tratar a psoríase moderada a grave no SUS. Na consulta pública, a opção DISCORDO da recomendação preliminar da CONITEC é a favor da incorporação desse novo medicamento no sistema público. Já a opção CONCORDO é favorável a não incorporação desse novo medicamento.

As consultas públicas têm como objetivo promover a participação da sociedade nos processos de tomada de decisões do Ministério da Saude  sobre políticas públicas de saúde. Esta consulta pública está aberta até 17 de março de 2020.

Para participar, é necessário  acessar o site da CONITEC http://conitec.gov.br/consultas-publicas, localizar a consulta pública nº 8 – “Proposta de incorporação do risanquizumabe para tratamento da psoríase em placas de moderada a grave” e clicar em Contribuições, sendo uma opção de formulário para contribuir com informações técnicas/científicas (evidência clínica, avaliação econômica, impacto orçamentário) e outro para  experiência/opinião (experiências de paciente, cuidador ou profissional de saúde com o medicamento em avaliação ou com a doença.).

Sobre o novo tratamento

Risanquizumabe é um medicamento biológico que bloqueia seletivamente a interleucina 23 (IL-23), uma citocina chave envolvida nos processos inflamatórios e que está associada a várias doenças inflamatórias. Estudos clínicos, que fundamentaram a sua aprovação pelas agências regulatórias globais, incluindo do Brasil, indicam que mais de 80% dos pacientes atingiram resposta sustentada de redução das lesões na pele e cerca de 60% apresentaram eliminação completa das lesões ao longo de 52 semanas de tratamento.1

Risanquizumabe foi desenvolvido conjuntamente pela AbbVie, companhia biofarmacêutica global dedicada à pesquisa, e Boehringer Ingelheim, com a AbbVie conduzindo globalmente o seu desenvolvimento e comercialização.

Sobre a AbbVie

A AbbVie é uma companhia biofarmacêutica global baseada em pesquisa e desenvolvimento, que tem o compromisso de desenvolver terapias avançadas inovadoras para algumas das mais complexas e críticas condições de saúde do mundo. A missão da companhia é usar seu conhecimento, equipe dedicada e foco em inovação para aprimorar, de forma notável, tratamentos em quatro áreas terapêuticas principais: imunologia, oncologia, virologia e neurociência. Em mais de 75 países, os colaboradores da AbbVie trabalham diariamente para desenvolver soluções em saúde para pessoas ao redor do mundo. Para mais informação sobre a AbbVie, acesse www.abbvie.com. Siga @abbvie no Twitter, FacebookLinkedIn ou Instagram.

No Brasil, a AbbVie começou a operar no início de 2014. Suas unidades de negócios locais incluem imunologia, neonatologia, virologia e oncologia e, entre suas diferentes áreas de atuação, conduz mais de 50 estudos e projetos clínicos, envolvendo mais de 200 equipes e centros de pesquisa brasileiros. Para mais informações, acesse www.abbvie.com.br

Referências:

  • 1 Gordon KB, Strober B, Lebwohl M, Augustin M, Blauvelt A, Poulin Y, Papp KA,
  • Sofen H, Puig L, Foley P, Ohtsuki M, Flack M, Geng Z, Gu Y, Valdes JM, Thompson EHZ, Bachelez H. Efficacy and safety of risankizumab in moderate-to-severe plaque psoriasis (UltIMMa-1 and UltIMMa-2): results from two double-blind, randomised, placebo-controlled and ustekinumab-controlled phase 3 trials. Lancet. 2018 Aug 25;392(10148):650-661.
  • 2. Diário Oficial da União. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/diarios/DOU/2019/05/27
  • 3. Romiti R, Amone M, Menter A, Miot HA. Prevalence of psoriasis in Brazil – a geographical survey.Int J Dermatol. 2017 Aug;56(8):e167-e168.
  • 4. Armstrong A, et al. J Eur Acad Dermatol Venereol 2018;32(12):2200–07.
  • 5. Reich K, et al. Eur Med J 2018;3(1):22–9.
  • 6. Lebwohl MG, et al. J Am Acad Dermatol 2014;70(5):871–81.e1–30.

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