Como alcançar a remissão na artrite reumatoide?

Entenda como conseguir o controle da doença e melhorar a qualidade de vida

A artrite reumatoide, doença inflamatória crônica que afeta diversas articulações do corpo e atinge cerca de 12 milhões de pessoas no Brasil, pode, sim, ser controlada. Mas para alcançar a chamada remissão é preciso seguir as orientações médicas quanto ao tratamento. Entre as mais importantes estão: fazer uso das medicações prescritas de forma correta; manter o acompanhamento médico regular; parar de fumar, pois o tabagismo é um fator de risco para a AR; incluir atividades físicas na rotina; controlar o peso  e investir em uma dieta saudável. 

E como saber que o paciente alcançou a tão desejada remissão na artrite reumatoide? De acordo com Dra. Lícia Mota, Dra. Lícia Mota, reumatologista Coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia, existem vários instrumentos para medir a atividade da doença e definir a remissão, mas que de forma geral, pode-se considerar o paciente em remissão quando ele deixa de apresentar os sinais e sintomas característicos da doença, como dor, inchaço, edemas e rigidez articular. A profissional também destacou que o paciente, mesmo em remissão, pode apresentar dor articular ou muscular após alguma atividade mais intensa ou devido à alguma infecção, como ocorre até mesmo com quem não tem a patologia. 

O que esperar ao alcançar a remissão

O tema foi bastante discutido durante o Congresso Brasileiro de Reumatologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, em Fortaleza, no Ceará, onde foram apresentados dados de que 50% dos pacientes conseguem a remissão ou pelo menos uma baixa atividade da doença. “Esses pacientes em remissão tendem a ter uma melhora significativa na qualidade de vida. Com a ausência dos sintomas da doença eles podem manter suas atividades laborais, físicas e sociais sem esforço, que é o objetivo geral do tratamento dessa patologia”, explicou Dra. Lícia. 

A especialista afirmou ainda que a remissão pode ser mantida por longos períodos. Quando o paciente não apresenta sinais e sintomas da doença por mais de um ano é considerado que ele alcançou a remissão sustentada. Embora a remissão seja obtida mediante tratamento e durante a vigência do mesmo, excepcionalmente, em casos de remissão sustentada, pode ser possível até mesmo a retirada do medicamento. 

A importância de manter o acompanhamento

Importante destacar que o uso incorreto da medicação, a falha ou falta da mesma, além de diversos outros motivos, podem gerar a reativação da doença, chamada pelos reumatologistas de flare. Existem também alguns sintomas que podem indicar doença em atividade aos quais os pacientes devem estar atentos. São eles: dor, inchaço e rigidez nas articulações, sobretudo após período de repouso e pelas manhãs, fadiga, mal-estar, alguns pacientes apresentam também manifestações na pele, entre diversos outros sintomas. 

Levando em conta o risco de reativação da doença, o acompanhamento da doença segue imprescindível, mesmo quando o paciente está em remissão. “Nós vemos com muita frequência na prática clínica o paciente que quando fica bem começa a faltar às consultas e eventualmente interrompe o acompanhamento, para de usar a medicação, porque está se sentindo bem. Ele está bem por causa do tratamento. Com a interrupção a doença tende a voltar”, reforçou a Dra. Lícia. 

Fontes: Blog Artrite ReumatoideSociedade Brasileira de Reumatologia.

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