Comecei a ter esperança. Fui a luta. No meu ritmo

Apesar do cansaço encontrei meu lugar!

Meu nome é Auri Pinheiro e tudo começou com uma dor intensa pelo corpo, achei que era dor muscular por trabalhar 12 horas num período noturno. Se o inferno existe eu estava nele não conseguia trabalhar em casa, cuidar do meu filho que estava com 5 anos, muito menos no emprego. As pessoas me chamava de preguiçosa ( aquilo me machucava muito) fiquei uma pessoa triste. Fui passando por vários médicos e quem descobriu foi minha ginecologista (Dra Daniela , excelente médica).

Começou minha maratona de reumatologista, passei por mais de 6, não aceitava o diagnóstico. Eu não poderia estar com uma doença que ninguém sabia exatamente como tratar. Como “peguei” era um tabu e como explicar para meu chefe que estava doente e não conseguiria ficar muito tempo em pé. Em casa não foi muito diferente. Como dizer que a mulher maravilha que sempre fui não existia mais.

Fui me anulando, não fazia mais nada, acordar era um castigo, queria ficar na cama os remédios não faziam efeitos, engordei 35 kg, meu companheiro foi embora (disse que não era homem para viver com uma mulher doente) fiquei arrasada.

Quando mais precisei todos estavam me deixando. Marido, amigos, colegas de trabalho, familiares me olhavam torto. Eu estava perdida. Procurei ajuda com psicólogo. Encontrei um ótimo reumatologista, Dr João Takashi que explicou tudo sobre a temida doença. Estava comprovado por vários exames que era artrite reumatoide soro positivo.

Começamos o tratamento com tudo que tinha direito. Comecei a ter esperança. Fui a luta. No meu ritmo. Encontrei amigos de verdade entre eles a minha sempre amada mãe (Odila), que sempre estava comigo dando apoio e ajudando com o Rafael, meu filho. Encontrei um homem que me aceitava com minhas limitações e troquei de chefe por que era mais humano. A vida estava seguindo entre uma crise e outra.

Caíram meus cabelos, unhas quebradiças e uma pele ressecada. Estava respondendo bem com o Golimumabe. Mas deu uma celulite infecciosa acompanhada de uma úlcera, lá fui eu, 14 dias internada, mais uma batalha. Dois meses afastada. Minha mãe ficou doente, e agora ?! Como vamos fazer? Irmãos? Sim tenho 2.

Uma irmã e um irmão. Só para visita. Deus sempre esteve em minha vida, Ele me deu forças, achei que não tinha mais. Hoje estou bem, tenho um diagnóstico de Síndrome de Felty, com algumas sequelas como asma, visão turva. Tive um AVC e um enfarto dormindo. Apesar do cansaço encontrei meu lugar. Meu amado filho me compreende e ajuda bastante.

Minha mãe mesmo com as dificuldades dela é meu anjo na terra, ela ficou de cadeira de rodas depois que meu pai faleceu. Hoje ela anda devagar com o andador, e faz as coisas bem devagar, pois não consegue ficar parada está melhor que eu. Estou com o biológico Orencia, fórmula para controlar a dor e antidepressivos e o temido metotrexato.

Faço as tarefas no meu ritmo, quando estou fadigada eu paro. Hoje estou solteira de novo mas estou em paz não me sinto mais sozinha. Moro com meu filho e minha mãe.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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