Combinar remédios permite melhor controle dos sintomas da fibromialgia, mostra estudo

Combinação entre duloxetina e pregabalina permite maior controle sobre os sintomas da fibromialgia do que o uso individual desses medicamentos, afirmam pesquisadores canadenses.

Uma delas, a pregabalina, é um anticonvulsivante, nome dado àquelas drogas usadas no combate às convulsões, especialmente na epilepsia. Outra, a duloxetina, é um antidepressivo que age na recaptura de neurotransmissores relacionados com a sensação de bem-estar. Em comum, ambas têm sido usadas nos últimos anos para o tratamento da fibromialgia.

Apesar de bons resultados para parte dos pacientes, nem a pregabalina nem a duloxetina funcionam em todos os casos de fibromialgia. Por isso, um grupo de cientistas canadenses resolveu fazer um teste: receitar as duas substâncias ao mesmo tempo, em vez de optar por uma ou por outra.

Por que fazer essa “mistura”?

A fibromialgia é uma doença com múltiplos sintomas. Os pacientes conhecem de perto o “combo” da fibro, que engloba dor muscular abrangente, fadiga, problemas para dormir e problemas de memória, entre outros. O grande desafio, portanto, é conseguir maneiras de controlar todos esses sintomas ao mesmo tempo. Para isso, a indicação é combinar diferentes abordagens, englobando terapia, atividade física e medicamentos. Em relação aos remédios, nos últimos anos, evidências científicas têm sugerido que combiná-los pode ser um bom caminho para se conseguir essa ação mais abrangente necessária para o controle da fibromialgia.

Mas por que usar um antidepressivo e um anticonvulsivante?

Tanto a pregabalina quanto a duloxetina já são usadas para tratar a fibromialgia em vários países. Embora sejam da classe dos “antidepressivos” e dos “anticonvulsivantes”, o que importa no caso da fibromialgia é a capacidade dessas drogas de agir sobre os neurotransmissores usados na transmissão dos sinais de dor. Atualmente, os cientistas acreditam que a dor oriunda da fibromialgia acontece por um desbalanço desses neurotransmissores.

E deu certo o teste com a combinação entre pregabalina e duloxetina para fibromialgia?

Bastante. O grupo canadense afirma que o controle geral sobre as dores, assim como a qualidade do sono e a qualidade de vida foram superiores entre os voluntários que receberam doses combinadas dos dois medicamentos. A comparação foi feita tendo-se como referência o uso de apenas um desses medicamentos ou de placebo.

Por que a combinação é melhor que o uso dos medicamentos em separado?

Os cientistas acreditam que ao combinar pregabalina e duloxetina consegue-se o que há de melhor em cada um desses remédios. No mesmo estudo, eles perceberam que a duloxetina é mais eficaz na redução das dores que a pregabalina. Entretanto, a pregabalina ajuda mais na recuperação do sono. Na fibromialgia tanto a dor quanto problemas no sono são sintomas importantes e que devem ser tratados, o que faz com que a combinação entre pregabalina e duloxetina tenha efeitos muito melhores que o uso de apenas um desses medicamentos.

Que maravilha! Só vejo benefícios!

Pelo o que o estudo mostrou, os benefícios são mesmo bons. Entretanto, é importante ter em mente que todo medicamento pode ter um efeito colateral. Neste caso, a combinação deixou alguns dos pacientes mais sonolentos.

Fonte: Chega de Dor

Olá, participe da conversa, deixe o seu comentário.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Artigos Relacionados

Planejar aposentadoria fica ainda mais difícil na pandemia

Trabalhador deve conhecer sua vida contributiva e as regras da Previdência antes do pedido A pandemia de Covid-19, a crise econômica e a reforma da...

Procure conhecer tudo à respeito da sua doença e como você pode se ajudar! E acima de tudo, nunca desista!

No final de 2015, tive uma febre tão alta que me debatia na cama. Depois disso, não conseguia mais escovar dentes, pentear os cabelos,...

Live irá debater a falta de medicamentos nas Farmácias de Alto Custo

ReumaLive: Direitos dos Pacientes: Assistência Farmacêutica Em dezembro de 2020, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), emitiu um documento em que foi declarado...