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Avança discussão sobre emissão de receitas para medicamentos controlados via internet

Anvisa deu sinal verde para aproveitamento de plataforma desenvolvida pelo Cremers para ampliação de serviço online

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde nesta sexta-feira para a emissão de receitas para medicamentos controlados via internet. A ideia ganhou força após videoconferência entre representantes da entidade, do

(Cremers) e do Conselho Regional de Farmácia do RS (CRF/RS). O objetivo é aproveitar uma plataforma desenvolvida pelo Cremers, que já emite desde abril receitas médicas comum e a de controle especial, e estender o serviço on-line para receitas de medicamentos para tratamentos de pacientes oncológicos graves, psiquiátricos e com dor crônica.

Atualmente, a venda de medicamentos controlados via internet, como psicotrópicos, anorexígenos e entorpecentes, entre outros, é proibida pela Anvisa. Vice-presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade explica que o objetivo é garantir que pacientes com doenças graves evitem deslocamentos até consultórios para pegar receita em meio à pandemia do novo coronavírus. Conforme Trindade, as entidades gaúchas ainda vão se reunir com a Secretaria Estadual da Saúde (SES) para viabilizar o processo. “A Anvisa deu carta branca para que o Cremers e o CRF/RS possam montar um sistema que disponibilize receitas do tipo A e B, que não eram permitidas à distância”, destaca.

Trindade explica que a ferramenta deve estar disponível já no próximo ano e vai atender principalmente a reivindicações de oncologistas e psiquiatras. “Muitos psiquiatras nos procuraram e relataram que seguiam fazendo acompanhamento de pacientes por videoconferência, mas não conseguiam prescrever medicamentos, o que acabava obrigando os pacientes a se deslocarem até consultório para buscar receita”, observa. O dirigente reforça que pacientes com cuidados paliativos, como os que tratam de câncer, também serão beneficiados com a ferramenta. “Eles não precisar circular e se colocar em risco durante a pandemia”, completa.

A presidente do CRF/RS, Silvana de Vargas Furquim afirma que a ideia de evoluir para a prescrição eletrônica visa melhor atender pacientes que necessitam de medicamentos e garantir a segurança da farmácia na distribuição dos medicamentos. Ela destaca outro ponto positivo caso o uso da ferramenta seja aprovado: a clareza do pedido da receita. “Traz segurança muito grande para a categoria farmacêutica no momento da dispensação. Algumas prescrições dos médicos são ilegíveis”, critica. Para Silvana, o sistema inibe falsificação e desvios de documentos. “É fácil fazer carimbo e formulário impresso. Levar isso para nível digital inibe comércio ilegal de receitas”, assinala, acrescentando que a plataforma desenvolvida pelo Cremers é gratuita.

Fonte: Correio do Povo.

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