Artrite reumatoide, a experiência

Conheci a AR com 38 anos. Procurei na internet informações, vivências e relatos de pessoas da minha idade ou aproximada, mas não encontrei. E por esse motivo resolvi partilhar a minha experiência na expetativa de que possa ajudar ou esclarecer alguém em situação semelhante.

De 2014 a 2019 com 38 anos e cerca de um ano e meio depois de conhecer a bênção de ser mãe, onde o cansaço estava no seu extremo, tantas noites mal dormidas, e muita dedicação à minha filha, começo a acordar com dificuldade em movimentar as mãos, com a sensação de que estavam presas, doloridas e onde pequenas coisas e banais, passei a fazer com muita dificuldade, mas melhorava ligeiramente ao longo do dia.

No entanto no dia seguinte acordava novamente igual, de dia piorava e aumentava a dificuldade de manusear as mãos e pulsos. Até que me convenci que estava a piorar e resolvi ir a um ortopedista, que ao fazer alguns teste básicos, sugeriu ir a uma consulta de reumatologia, pois nada tinha a ver com a parte óssea.

Marquei uma consulta com o reumatologia, a médica me receitou um anti-inflamatório que me aliviou logo nos primeiros dias, foi mesmo um alivio e pediu para fazer análises do sangue. Até julguei que seja lá o que fosse já tinha passado. Fiz as análises e lá fui à segunda consulta,  a médica me informa que tenho artrite reumatoide, e receitou-me nova medicação, baseada em cortisona.

Referiu que é uma doença em que o organismo não reconhece o próprio organismo e combate-o, inflamando as articulações, é uma doença crônica e sem cura e degenerativa. Sinceramente não dei a devida importância, fiquei um pouco incomodada pelo fato de ser crônica, pois as alergias também são e eu já vivia com algumas à muito tempo.

Comecei a nova medicação, e novamente fui piorando muito. Passei a fazer as tarefas de casa, tratar da minha filha, e trabalhar com muitas dores e dificuldades, coisas básicas como apertar calças, abotoar casaco, trocar a fralda da minha filha, era um horror. Aí tive a percepção de que a partir dessa altura tudo seria difícil, pois fazia tudo com muitas dores.

Passava os dias a tomar o remédio SOS, e nem isso me aliviava. Tinha consulta de dois em dois meses, a Reumatologista ajustava a medicação, eu melhorava e passado algum tempo piorava e assim sucessivamente durante quase dois anos, até que mudei de medicação para o Ledertrexato e Folicil.

Lembro-me de no início do Verão ter ajudado a minha filha a fazer um buraco na areia, e quando terminei fiquei com a mão presa sem conseguir movimentar, cheguei a pensar que tinha acontecido algo e que ia ficar com a mão defeituosa, mas isso não aconteceu.

No entanto durante o verão melhorei bastante, mas quando começou o frio, tudo voltou, raro era o dia em que eu estava bem, mesmo ajustando a medicação constantemente. Sempre que me doíam muito as articulações a água quente atenuava a dor, mas como estavam inflamadas e inchadas nas zonas das articulações, pensei mesmo que nunca mais teria as mãos normais.

No Inverno de 2015 mudei de instalações no emprego, um escritório mais confortável e quentinho, e de repente comecei a melhorar e incrivelmente passados cerca de 4 meses sentia-me bem melhor. Só me lembrava da doença, porque tomava medicação diariamente e tentava ter o cuidado de não forçar demasiado, sentia-me que estava mais sensível das articulações que uma pessoa sem a doença, e sempre tive muito receio de ficar com as mãos defeituosas, por isso evito sempre que posso de pegar em pesos.

A mim esta doença atacou mais as mãos, mesmo em dias onde acordei com dores terríveis também nos joelhos e tornozelos, nem sapatos de salto podia usar. Em 2017 atacou-me um joelho, não associei de imediato à doença e como não fiz associação direta à artrite, só falei à médica no inicio do ano seguinte.

Ela aumentou a medicação e passei a tomar anti-infamatório diário. Passei por momentos muito assustadores, por isso resolvi partilhar a minha experiência, para que possa ajudar quem passa pela mesma situação que eu de lidar com esta doença, que no seu auge é muito assustadora e obriga a uma mudança de hábitos. Pensamento positivo e tentar que não evolua depressa.

Meu nome é Natália.

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