A minha fé me ajudou a ter forças para não desistir

Desde pequena sentia dores nas pernas, mas os médicos diziam que era por conta do crescimento, não sei se já era algum sintoma ou se era mesmo por conta do crescimento. O caso é que, com 13 anos comecei a sentir uma dores nos dedos da mão, punhos, joelhos, uma vez cai de patins e achei que era por conta disso, mas começaram a doer mais forte e inchar. Minha mãe me levou no ortopedista e ele me encaminhou logo para uma reumatologista.

Depois de fazer exames recebi a confirmação de que era mesmo artrite reumatoide juvenil. Na hora não senti nada, mas depois a ficha caiu de que não iria mais poder brincar como antes, nunca mais iria brincar de pega pega, esconde esconde, por não conseguir correr mais, nessa hora eu fiquei mal, perguntava para Deus porque comigo, porque tinha que acontecer comigo tão nova, achava que isso era doença de velho. Minha avó tinha, e hoje consigo imaginar o tanto que ela sofreu. Foram 5 anos tratando com corticoides, anti-inflamatórios e nada de melhorar, as dores eram muito fortes, tinha vergonha de ir para escola, de sair na rua, tinha que andar toda torta para tenta achar uma posição que não doesse para andar.

Foi muito difícil aceitar minha condição. A minha fé foi que me ajudou a ter forças para não desistir, me apeguei demais com Deus e com 18 anos minha madrinha ficou sabendo de um medico de Bauru/SP que diziam ser muito bom. Ela marcou uma consulta e fomos vê-lo. Foi aí que minha vida começou a melhorar, ele trocou todos os remédios que eu estava tomando, não me lembro quais remédios ele passou, sei que minhas dores começaram a melhorar, tratei com ele por pouco tempo, pois encontrei uma medica aqui na minha cidade que fazia o mesmo tipo de tratamento que ele. Passei então a tratar com ela, Dra. Cristiana, um anjo na minha vida, já são 16 anos com ela, com altos e baixos na doença mas sempre com ela se esforçando para fazer o melhor tratamento.

Hoje faço uso metotrexate, acido folico, antiiflamatório UC II e comecei a tomar citrato de tofacitinibe. Hoje com 35 anos de idade e 22 anos de AR posso dizer que estou bem, mas fiquei com algumas sequelas da doença, meus dedos atrofiaram um pouco e por muito tempo senti vergonha de mostrar minha mão para as pessoas, hoje nem ligo mais. Tenho um desgaste no joelho que faz eu ter uma certa limitação, o ortopedista disse que me acha muito nova para colocar prótese e pediu para aguentar mais um tempo, mas comparado às dores de antes, hoje agradeço a Deus e a minha medica por estar melhor, por trabalhar, por não sentir tantas dores e por conseguir fazer coisas que antes não conseguia.

Me chamo Ana Paula, tenho 35 anos, convivo com a artrite reumatoide juvenil há 22 anos, sou agente administrativo, moro em Araraquara – SP.

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