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A dança das enzimas: Metotrexato e Fígado

Para nós, reumatologistas, não é fácil esconder nosso “amor” pelo metotrexato. Este “jovem senhor” de 73 anos de idade foi inicialmente utilizado na Medicina para tratamento do câncer, em doses bem mais elevadas que aquelas que hoje utilizamos em Reumatologia.

A “convivência” há tempo com nosso septuagenário nos fez desenvolver uma relação de confiança e respeito por este medicamento, visto que ainda é a medicação de escolha para o tratamento da Artrite Reumatoide e está entre os principais medicamentos usados no tratamento de outras doenças como a Artrite Psoriásica e a Psoríase.

No geral, é um medicamento seguro, desde que seu uso seja bem indicado e acompanhado. Infelizmente, ao longo do tempo, muitos pacientes deixam de usar este medicamento, por efeitos colaterais (náuseas é o principal) ou por conta própria, o que pode fazer com que uma doença em remissão – “dormindo” – acorde de seu leito esplêndido e volte para o jogo – “atividade”.

Um dos grandes problemas que podem levar à necessidade de descontinuar o MTX é a elevação das enzimas do fígado (as transaminases). Esta elevação de transaminases precisa ser monitorada de perto e com frequência acontece por uma combinação de vários fatores.

Dentre os fatores estão: consumo concomitante de álcool, uso associado de outros medicamentos “irritativos” para o fígado e a frequente e pouco reconhecida – doença gordurosa do fígado (estatose).

Essa “dança” das enzimas pode ser bem manejada, mas precisamos de você! Reduzindo o consumo de álcool, evitando a automedicação, melhorando a alimentação e praticando uma atividade física. Seu fígado agradece e sua artrite reumatoide também.

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