Tratamento de artrite reumatóide nas mãos

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória sistêmica, crônica, recidivante, debilitante .Podem ser afetados olhos, pele, coração, pulmões e mais comumente nas articulações sinoviais ( sinovite crônica podendo levar a destruição ou anquilose das articulações) e tecidos periarticulares, simetricamente que causa dor, rigidez, inchaço e perda de função nas articulações e inflamação em outros órgãos levando a deformidades progressivas , sendo considerada até agora incurável.

É também uma doença autoimune, o que significa dizer que faz o organismo, por meio do sistema imunológico, prejudicar a ele mesmo. As causas para que isso aconteça e, consequentemente, a origem da artrite reumatoide, ainda não são conhecidas.

Cerca de 80% dos pacientes com artrite reumatoide têm uma proteína circulando no sangue chamada de fator reumatoide. A presença dessa proteína ajuda o médico a fazer o diagnóstico de artrite reumatoide, porém, sua ausência não elimina a possibilidade da doença. Geralmente, quanto maior a quantidade de fator reumatoide no sangue, mais intensa é a doença.

Mais recentemente, surgiu um novo exame de laboratório para ajudar no diagnóstico da artrite reumatoide. Esse exame de sangue chama-se anticorpo anti-peptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP) e tem como vantagem o fato de ser mais específico que o fator reumatoide para o diagnóstico de artrite reumatoide.

A aplicação da fisioterapia na artrite reumatoide tem as seguintes finalidades:

1) reduzir a dor;

2) conservar ou melhoria o grau de mobilidade articular;

3) conservar ou aumentar a força muscular;

4) prevenir ou corrigir as deformidades articulares e os vícios de postura existentes;

5) manter ou aumentar a capacidade do doente para o desempenho das atividades cotidianas.

Porém para alcançar esses objetivos é necessário educar o paciente e o cuidador. Para isso é necessário uma explicação com terminologia acessível à leigos, advertir o paciente sobre as dificuldades físicas, psicológicas e sociais causadas pela doença. É indispensável alertar o paciente e o cuidador quais as atividades benéficas ou prejudiciais, além de explicar a necessidade do equilíbrio entre as atividades e o repouso.

Fonte: Blog Faça Fisioterapia

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