Tenho 43 anos e recebi o diagnóstico de artrite reumatoide aos 33, mas já sofria há muito tempo sem saber exatamente do que se tratava. Como sou costureira, os médicos que eu procurava diziam que era apenas “mal de costureira”. Eu recebia injeções, tomava anti-inflamatórios, mas as dores continuavam. Havia inchaço, pés e mãos quentes, e a dor já não era só pela manhã — ela me acompanhava 24 horas por dia.
Até que chegou um dia em que não conseguia mais andar, porque as articulações do meu quadril já não suportavam. Foi então que um dos médicos me encaminhou a um reumatologista, apenas para fazer exames mais específicos. E assim começou, de fato, a minha luta: contra a doença, contra a obesidade, contra o julgamento das pessoas e contra a minha própria mente.
O início foi muito difícil. Aceitar que eu não teria uma “cura rápida”, como acontece com uma gripe, foi doloroso. Também foi difícil lidar com as pessoas que diziam que isso “não doía tanto assim” ou que era “frescura”. Fiz um tratamento intenso com corticoides, que me fizeram ganhar mais de 30 kg em dois anos.
Depois que a doença ficou mais controlada, fiz cirurgia bariátrica. Alguns anos depois, enfrentei um câncer de tireoide. Sempre tratando, sempre superando cada obstáculo.
Passei por vários momentos em que as medicações deixaram de fazer o efeito esperado. Testei diferentes imunobiológicos e a doença continuava ativa. Até que iniciei o tratamento com uma medicação e, graças a Deus, isso mudou a minha vida. É um comprimido ao dia, após o almoço, e pronto. Hoje vivo sem dores, sem inchaço, nem vermelhidão, sem corticoide e com uma vida quase normal.
Eu nunca imaginei que conseguiria viver dias assim, sem atividade da doença. Agradeço a Deus todos os dias por isso. E desejo, de coração, que todas as pessoas que convivem com essa doença também cheguem a esse momento, em que quase esquecem que têm artrite reumatoide.
Meu conselho para quem está começando essa jornada é: “Não baixe a cabeça e não desista da medicação por causa da demora para fazer efeito. Eu sei que é demorado, mas vale a pena. Dez anos depois, eu estou bem — e você também pode chegar lá.”
Meu nome é Paula Joyce, paulajoyce_1314_, tenho 43 anos, convivo com artrite reumatóide desde os 33 anos de idade, sou costureira, moro em Fortaleza, Ceará.
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