Na época, já foi um grande susto, porque minha mãe, já falecida, sofreu muito com problemas na tireoide até falecer. Desde então, enfrentei muitas coisas: cansaço, ganho e perda de peso, estresse.
Em 2021, como sentia muitas dores pelo corpo, procurei um reumatologista. Fiz vários exames, mas apenas o FAN deu positivo.
Na ocasião, o médico pediu que eu aguardasse um tempo para repetir os exames e verificar se algo mudava. Acabei não voltando. Por incrível que pareça, muitas vezes a gente se sente culpada por sentir dor. Eu simplesmente deixei para lá.
No início de 2024, depois de um episódio de muito estresse, comecei a sentir dores nas mãos e nos punhos. Procurei primeiro um ortopedista e fiz alguns exames, incluindo um ultrassom, que mostrou a presença de líquido.
Como sou formada em Farmácia, tenho alguma noção sobre doenças, e naquele momento acendeu um alerta na minha cabeça sobre a possibilidade de ser algo autoimune.
Marquei, então, uma consulta com um reumatologista e, após novos exames, veio o diagnóstico de artrite reumatoide. Mesmo já imaginando o que poderia aparecer nos resultados, meu mundo desabou.
Iniciei o tratamento com hidroxicloroquina. O medicamento levou cerca de quatro semanas para começar a fazer efeito. Fiquei bem por aproximadamente dois meses e meio, até que as dores voltaram. Dessa vez, além das mãos, o cotovelo também passou a ser afetado.
Além de não ser fácil conviver com a doença, ainda enfrento a dificuldade de lidar com pessoas que não entendem nossas dores, o cansaço e a tristeza.
Já ouvi comentários de que eu precisava ter mais fé, acreditar mais em Deus, acreditar na cura. Nessas horas, fica evidente a falta de informação, já que se trata de uma doença que não tem cura — e não de falta de fé.
Sigo fazendo a minha parte, buscando a melhora. Faço dieta, evito alimentos inflamatórios, uso os medicamentos corretamente e faço suplementação. Já perdi 9 kg nesse processo. Ainda assim, meus cabelos caem muito, me sinto cansada e bastante desanimada.
Muitas vezes, choro ao pensar no futuro e na possibilidade de viver sem qualidade de vida. É um misto de sentimentos e dores. Mas continuo tentando, todos os dias, fazer a minha parte para mudar essa realidade.
Então, meu conselho para quem está começando a sua jornada de convivência com uma doença reumática agora é: “Faça dieta não inflamatória, exercícios e passe em todas as especialidades médicas necessárias!”.
Meu nome é Yvis Girotto, tenho 39 anos, convivo com a Artrite Reumatóide, desde os 6 meses de idade, sou microempresária, moro em Salto, São Paulo.
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