Depoimentos

AR pode até nos limititar em algumas situações, mas ela não pode ser o ponto final de nossa vidas. Acreditem! existe vida com AR!

Tudo começo em 1994 quando eu tinha 11 anos de idade, fui dormir bem e no dia seguinte do nada não conseguia andar, uma dor muito forte no quadril direito, lembro como se fosse hoje, então minha tia me levou ao posto de saúde, na época um clínico me atendeu, e naquele momento foi até ríspido com suas palavras… Ele disse o seguinte: “menina você tem um reumatismo dos desgraçados e ainda pra piorar você tem febre reumática, irei te passar exames só pra confirmar.”

Naquele momento achei que era sentença de morte, imagina uma criança ouvir aquelas duras palavras, então começou a saga em busca do tratamento que infelizmente não era acessível, de início e por muitos anos tomei a temida benzetacil de 1000 e ASS infantil, foram momentos de desespero, tristeza e muito medo, medo do desconhecido, pois uma hora agente tá bem e outrora em crises.

Conviver com AR até o aceitar a doença é muito cruel, pois para mim que estava no início da adolescência, me trazia vergonha e apesar de todas as crise e dores esse foi o pior momento, até a aceitação.

Então passei por vários médicos até chegar no hospital da Irmã Dulce em Salvador, lá comecei o tratamento de fato, o médico, não me recordo o nome, mas, foi ele o divisor de águas no meu tratamento, lá comecei a tomar o MTX, cloroquina, Prednisona… entre outros, então o quadro foi melhorado, porém a tão sonhada remissão nunca veio.

Enfim, mantive o tratamento até que decidi, em 2009, ir embora da Bahia para São Paulo, pois ouvia falar muito bem do tratamento do HC, e assim fiz, e chegando em São Paulo, sem conhecer ninguém, uma cidade totalmente desconhecida, pensei, e agora?

Mas, Deus é tão misericordioso que Ele coloca pessoas em nossas vidas pra nos ajudar e assim foi, conheci uma pessoa maravilhosa, a Maria ela tem Lúpus e me convidou para ir a uma consulta com ela, porém ela não me garantiu nada pois era a consulta dela, quando terminou ela me apresentou ao médico e na ocasião eu estava em crise, a famosa AR em atividade, toda inchada com febre e tudo mais, o médico sem mais demora receitou um medicamento e pediu que eu fosse fazer os exames com urgência e voltasse no dia seguinte. Louvo a Deus pela vida da Maria.

Então começou tudo do zero, pois os médicos queriam ter certeza do que realmente eu tinha, pois vim com diagnóstico de AIJ SORO NEGATIVA, depois de muitos exames foi fechado o diagnóstico, começou o tratamento com alguns medicamentos que eu já conhecia e já tomava, foi só ajustando a dose, mas mesmo assim eu não melhorava o esperado, então foi introduzido o meu primeiro biológico, o ETANERCEPT, fiquei muito bem.

Quando já estava tomando a mais de dois anos, eu e meu esposo, casados há 10 anos, resolvemos engravidar, então conversei com minha médica sobre o desejo de engravidar, e começamos o desmame, mas… com 4 meses veio mais uma crise e eu decidir por voltar ao tratamento pois já não estava suportando as dores e a rigidez, voltamos tudo novamente, mas o biológico já não fez o efeito esperado.

Então veio a primeira troca, passei a tomar o ADALIMUMABE, usei por 3 anos e no início de outubro de 2020 eu já não respondia a medicação e hoje estou no terceiro biológico, TOCILIZUMABE, já estou na terceira dose e agora estou vendo a melhora.

Em todos esses 26 anos de AR foram muitas crises, infiltrações nos joelhos… mas ela nunca me deixou com sequelas graves, nunca precisei passar por procedimentos cirúrgicos e sou grata a Deus 🙌 por isso. E ainda tenho o sonho de me tornar mãe, creio em Deus que se for da permissão Dele, assim será.

Me chamo Néia Oliveira, tenho 35 anos, convivo com a AR a 26 anos, sou promotora de vendas e moro em Guarulhos-SP.

Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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