Eu chorava de soluçar, de tanta felicidade, por uma vitória, era a chance de mudar meu futuro

Nunca desistam dos seus sonhos, nunca se entreguem a depressão, entreguem-se nas mãos de Deus e sigam firmes em seus propósitos.

Olá bons amigos, companheiros de dor AR. Já faz bastante tempo que não posto nada no grupo, hoje porém, quero dar meu relato dos últimos acontecimentos. Quem frequenta o grupo há mais de dois anos me conhece. Quando a AR apareceu na minha vida, fiquei muito desesperada. Gastei tudo que eu tinha em busca de um médico que não confirmasse meu diagnostico e com isso só fiz atrasar meu tratamento.

Hoje me vejo com AR, várias hérnias discais, dermatite ocre, uveíte, hipertensão, pré-diabetes e refluxo de safena, além de ter engordado 40 quilos. Quando finalmente aceitei meu diagnóstico, comecei a fazer o tratamento adequado, estava animada porque estava perdendo peso e entrei para a academia. Fazia hidroginástica e uma hora de treino por dia.

Estava feliz da vida. As dores estavam diminuindo, melhorando o inchaço também. E ai? Cai em frente a academia quando estava indo fazer minha aula de hidro e quebrei o pé. Quinto metatarso. Pensa numa dor! Conclusão: dois meses de cadeira de rodas até tirar o gesso, mais um mês de muletas e a brigit (nome da minha bengala) por tempo indeterminado.

Foi nesse momento que cheguei no fundo do poço. Por muito pouco não cheguei a depressão. Mas quando ela se aproximou, Deus me deu uma luz. Todo mundo que tem AR sabe das dificuldades que temos no relacionamento com as outras pessoas por conta da indiferença que elas tem com nossas dores, principalmente na própria família.

A mão de Deus tocou em mim. Resolvi que ia voltar a estudar. Enquanto estava na cadeira de rodas, peguei meu celular e comecei a assistir aulas no youtube, me inscrevi no ENEM e fui aos 45 anos, de muleta e tudo, prestar a prova. Eu passei pessoal! Entrei para o Instituto Federal. Eu consegui. Faz quinze dias que as aulas começaram.

No dia da minha matrícula eu chorava de soluçar, de tanta felicidade, por uma vitória, não apenas por ter passado, mas pela chance de mudar meu futuro. Enquanto muita gente achava que eu dormia o dia todo e que só reclamava, eu estava estudando. Tenho sido muito bem tratada na universidade, tanto pelos colegas como por todos os professores e profissionais.

Gente, eles só faltam me pegar no colo é impressionante. Estou muito feliz, me sinto realizada com tudo que está acontecendo. Ainda falta tempo para me formar e conquistar a vitória final, mas só de ter chegado até aqui, me sinto uma campeã. Nunca desistam dos seus sonhos, nunca se entreguem a depressão, entreguem-se nas mãos de Deus e sigam firmes em seus propósitos. ELE não nos desampara. Muita luz para todos vocês. 

Jamais se entreguem, nunca percam a fé. Meu nome é Ana Paula

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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