Em 2023, comecei a sentir fortes dores na coluna lombar e, em meio às crises, fui afastada do trabalho para realizar uma cirurgia. Durante o uso de medicamentos fortes para aliviar a dor, acabei tendo uma crise gástrica.
Procurei um gastroenterologista, que solicitou exames como endoscopia e tomografia de abdômen total. No resultado, foi identificado um achado de “vidro fosco” no pulmão. A partir disso, fui encaminhada para um pneumologista e iniciei uma série de investigações, incluindo exames de sangue.
Em um dia frio de agosto daquele mesmo ano, passei a sentir dores intensas na canela, joelhos e cotovelos. Os exames apontaram alterações, com alto índice de fator reumatoide. O reumatologista solicitou exames de imagem dos punhos e das mãos, que não apresentaram alterações. No entanto, eu sentia incômodos e estalos na articulação da mandíbula (ATM) ao abrir a boca. Fiz uma ressonância magnética, que apontou desgaste na região.
Em relação ao pulmão, precisei procurar um pneumologista especialista em doenças intersticiais. Realizei uma biópsia por via nasal, que não trouxe o resultado esperado. Em vez de uma biópsia mais invasiva, foram solicitados novos exames, e então recebi o diagnóstico de fibrose pulmonar.
Trata-se de um caso raro, em que a artrite reumatoide atingiu o pulmão, causando uma doença do colágeno. Foi nesse momento que a minha luta realmente começou.
A cirurgia da coluna foi cancelada pelo pneumologista, que explicou a urgência de iniciar o tratamento. Segundo ele, esse tipo de diagnóstico é mais comum em pessoas mais velhas, geralmente com histórico de tabagismo — o que não era o meu caso. Para evitar a necessidade futura de oxigênio ou até mesmo um transplante pulmonar, era preciso agir rapidamente.
O reumatologista iniciou todo o processo para me preparar para o uso de imunossupressores. Comecei um tratamento com infusões a cada quatro semanas, além de medicações via oral.
Atualmente, estou na segunda tentativa com imunobiológico por infusão e já passei por cinco trocas de medicação oral. Até o momento, ainda não conseguimos estabilizar a doença. Tenho enfrentado crises intensas, internações, e sigo em tratamento. Minha vida mudou completamente.
Mesmo sem entender tudo o que estou vivendo, sigo acreditando nos planos de Deus para mim. Mesmo cansada, continuo lutando bravamente por mim e pela minha família.
Meu nome é Bianca Ferreira @biaspfc, tenho 30 anos, convivo com o diagnóstico de artrite reumatoide, fibromialgia e fibrose pulmonar há 2 anos, sou auxiliar de enfermagem e moro em Diadema, São Paulo
“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!
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