Cerca de 1 homem para cada 9 mulheres é acometido pela doença e, isso não significa que ela seja menos grave nessa parte da população. Ao contrário, o Lúpus costuma se manifestar de forma mais agressiva, com maior risco de acometimento renal – a nefrite lúpica – e de complicações cardiovasculares.
Por ser mais rara em homens, o diagnóstico costuma demorar mais a ser feito, o que leva a atrasos no início do tratamento. “Muitos homens enfrentam dificuldades emocionais para lidar com uma doença crônica, o que pode gerar isolamento, resistência a buscar ajuda e menor participação em grupos de apoio e campanhas de conscientização”, diz Thais Helena Gorayeb, integrante da equipe da clínica EVCITI e reumatologista pela USP.
Os sintomas do Lúpus em homens podem ser semelhantes aos das mulheres como fadiga, perda de peso, sensibilidade à luz, dor e inchaço nas articulações, porém, podem ser frequentes ou graves em homens, como baixa contagem sanguínea, complicações cardiovasculares, febre inexplicável e problemas renais.
Por isso, a ajuda médica logo no início dos primeiros sintomas colabora na eficácia dos tratamentos e com o uso de medicamentos corretos como: corticoides e imunossupressores. No entanto, há particularidades importantes que merecem atenção.
Segundo a reumatologista, há maior risco de nefrite lúpica e, sendo assim, é mais comum o uso mais intensivo de imunossupressores em homens, além de monitoramento rigoroso da pressão arterial e da função renal.
“É importante este monitoramento, pois os homens com lúpus têm maior propensão a desenvolver hipertensão, dislipidemia (colesterol alto) e problemas cardíacos. Isso exige cuidados preventivos com dieta equilibrada, atividade física regular e, em alguns casos, medicação específica”, explica Thais.
Outra peculiaridade em homens com Lúpus é a fertilidade e sexualidade, “medicamentos como a ciclofosfamida podem afetar a fertilidade masculina e se recomenda aos homens jovens que considerem a preservação de sêmen antes de iniciar tratamentos mais agressivos”, orienta a reumatologista.
Fonte: ABCDOABC.
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