Aos 14 anos, vieram as crises mais intensas. Fiquei sem andar por alguns meses e, após quase um mês de internação, precisei sair às pressas da minha cidade natal, Altamira, para Belém, acompanhada da minha mãe, já que ainda era menor de idade.
Foi uma fase extremamente difícil. Eu era uma adolescente que amava ter liberdade e autonomia, e, de repente, precisei reaprender, aos poucos, tudo o que conseguia fazer dentro das minhas limitações.
Passei por diversas consultas pelo SUS em Belém, enquanto minha família buscava ajuda em igrejas e grupos sociais para que eu pudesse me consultar com médicos particulares. Conseguimos arrecadar um valor que cobriu consultas, medicamentos, locomoção e alimentação. Foi assim que recebi o diagnóstico com uma reumatologista particular, Doroth Lilian (já falecida).
Fiquei dois anos sem estudar — estava no 8º ano na época. Sofri muito ao ver meus colegas avançando enquanto eu permanecia em tratamento. Nesse período, entrei em depressão, fiz acompanhamento no CAPS, me sentia incompreendida e enfrentei situações de bullying. Muitas vezes, diziam que era “frescura” ou exagero. Foi um período extremamente doloroso.
Levei cerca de 10 anos para aceitar o diagnóstico e aprender a conviver com a artrite, buscando tratamento e cuidados para alcançar a remissão. Uma das partes mais difíceis foi lidar com as constantes trocas de medicamentos e a frustração de ver tratamentos que não davam resultado.
Hoje tenho 32 anos, sou professora e estou em remissão. Levo uma vida saudável, pratico atividade física diariamente e uso minha história de superação como força para seguir em frente.
Tenham fé em Deus e acreditem que a remissão pode chegar. Doenças autoimunes também são impactadas por fatores emocionais, por isso é importante cuidar da saúde mental. Busquem equilíbrio, façam terapia e construam uma rede de apoio de confiança para compartilhar as dores e os desafios.
Meu nome é Dóris Viterbino @viterbinodoris, tenho 32 anos, convivo com o diagnóstico de artrite reumatoide desde os 14 anos, sou professora e moro em Altamira, Pará.
“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!
É simples, preencha o formulário no link https://forms.gle/BdGhzv1pQj58MiVv9
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