Desde criança, convivo com problemas nas unhas, sempre tratados como “fungos”, além de caspa e dermatite seborreica no couro cabeludo. Ao longo da vida, fiz diversos tratamentos, mas os episódios sempre voltavam.
Não me lembro exatamente quando piorou, mas acredito que, na época da universidade, o quadro nas unhas das mãos se agravou bastante. Ainda assim, o diagnóstico continuava sendo apenas “fungo”, e o tratamento se resumia àqueles esmaltes, antibióticos e nada além disso.
Em uma das tentativas, cheguei a gastar um valor considerável com uma podóloga que removeu todas as minhas unhas. Foi um sofrimento enorme. Em outro momento, tentei tratamento com laser, que literalmente queimou minhas unhas. A aparência delas sempre me causou muita vergonha. Por muito tempo, cheguei a me questionar se o problema era falta de cuidado, se eu não sabia manter uma boa higiene, se eu era realmente tão descuidada a ponto de viver com “fungos” o tempo todo.
Já na fase adulta, começaram os primeiros sinais da artrite. Em certa ocasião, fiquei uma semana internada com o corpo inchado e inflamado, sem causa aparente. Recebi alta com a hipótese de dengue ou COVID não diagnosticados. Depois disso, tive também um quadro de inflamação no fígado, que foi tratado, mas sem maiores explicações.
As dores, inicialmente mais concentradas nos pés, começaram a piorar. Passei a viver entre idas e vindas em prontos-socorros, sempre com os pés inchados e sem diagnóstico.
Foi apenas aos 30 anos, há cerca de dois anos, que tudo começou a fazer sentido. Procurei uma dermatologista para retirar um sinal na pele e, quase sem intenção, veio o diagnóstico de psoríase — como um verdadeiro anjo enviado por Deus.
A partir dali, com orientação adequada e acompanhamento com um reumatologista, recebi também o diagnóstico de artrite psoriásica.
Foi um momento muito difícil. Eu já havia pesquisado sobre a doença na internet e sabia que não era simples — mas que tinha tratamento. Desde então, sigo em acompanhamento há dois anos. Infelizmente, ainda sem os resultados que espero, mas com algo muito importante: finalmente um diagnóstico e um caminho.
Além disso, encontrei uma rede de apoio na internet, onde podemos compartilhar experiências, aprender com o outro e nos sentir menos sozinhos. Isso tem sido uma das minhas maiores fontes de esperança de alcançar a remissão. E desejo, de verdade, que todos nós, pacientes reumáticos, possamos realizar esse sonho.
A artrite psoriásica me ensinou que ir devagar também é seguir em frente — e que não dá para acompanhar passos maiores do que os meus.
Hoje, eu entendo que meu corpo não é meu inimigo. Ele é meu instrumento de luta. Ele não luta contra mim, luta por mim.
Também aprendi que existem lugares, pessoas e caminhos que drenam nossa energia — e que o corpo sente isso. Para além das dores físicas que já enfrentamos, não precisamos nos colocar em situações que nos desgastam ainda mais.
Se priorize. Se cuide. E, acima de tudo, entenda: a sua dor não é frescura — e você não precisa enfrentar essa jornada sozinha.
Meu nome é Thayssa Saraiva @thayssasaraiva_, tenho 32 anos, convivo com o diagnóstico de artrite reumatoide e psoríase desde a infância, sou advogada e moro em Teresina, Piauí.
“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!
É simples, preencha o formulário no link https://forms.gle/BdGhzv1pQj58MiVv9
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