Sentir dor nas costas é comum, mas nem sempre é fácil identificar sua origem. O desconforto pode envolver músculos, articulações e outras estruturas da coluna ou estar relacionado a problemas nos rins e nas vias urinárias. A localização, a intensidade e os sintomas que acompanham a dor ajudam na investigação, mas não são suficientes para confirmar o diagnóstico.
Como é a dor na região lombar?
Lombalgia é o nome dado à dor na parte inferior das costas. Ela pode variar de um incômodo leve a uma dor intensa, limitar os movimentos e, em alguns casos, irradiar para as pernas. Quando há envolvimento de nervos, também podem ocorrer formigamento, dormência ou fraqueza. Na maioria dos casos, não é possível identificar uma única estrutura responsável pela dor.
Conforme sua duração, a lombalgia pode ser classificada como:
- Aguda: dura menos de seis semanas.
- Subaguda: persiste entre seis e 12 semanas.
- Crônica: dura mais de 12 semanas.
Muitas pessoas melhoram nas primeiras semanas, mas a dor persistente ou que prejudica as atividades do dia a dia merece acompanhamento. Ser crônica não significa que a dor seja intratável.
Como pode ser a dor relacionada aos rins?
Problemas como cálculos e infecções renais podem causar dor nas costas ou nas laterais do tronco. O padrão do desconforto varia conforme a causa: nem toda dor de origem renal é uma cólica intensa ou começa de repente.
Pedras nos rins: podem provocar dor forte, que aparece em ondas e pode se espalhar para a parte inferior do abdômen ou a virilha. Náuseas, vômitos, sangue na urina e dor ao urinar também podem ocorrer. Alguns cálculos, porém, não causam sintomas.
Infecção nos rins: pode causar dor nas costas ou na lateral do corpo, acompanhada de febre, calafrios, mal-estar, náuseas ou vômitos. Ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e alterações no aspecto ou no cheiro da urina também podem estar presentes. Esse quadro precisa de atendimento rápido.
Também é importante lembrar que a ausência de dor não garante que os rins estejam saudáveis. A doença renal crônica costuma não provocar sintomas nas fases iniciais, e sua investigação depende de exames de sangue e urina.
É preciso fazer ressonância para descobrir a causa?
Não necessariamente. A investigação começa pela conversa sobre os sintomas e pelo exame físico. O profissional avalia quando a dor começou, sua localização, os fatores que a modificam e a presença de alterações urinárias ou outros sinais.
Na lombalgia sem sinais de alerta, exames de imagem não são recomendados de rotina. A ressonância pode ser indicada em situações específicas, quando o resultado tem potencial para mudar a conduta. Se houver suspeita de um problema renal, a avaliação pode incluir exames de urina, sangue e imagem, conforme o caso.
Quando procurar atendimento?
Procure atendimento rapidamente se a dor vier acompanhada de:
- Febre ou calafrios, especialmente com sintomas urinários.
- Sangue na urina.
- Dificuldade ou incapacidade de urinar.
- Vômitos persistentes.
- Dor intensa, de início súbito ou que piora rapidamente.
Vá a um serviço de emergência se a dor nas costas surgir com perda de sensibilidade na região genital ou ao redor do ânus, alterações no controle da urina ou das fezes, ou fraqueza e dormência nas duas pernas. Esses sinais podem indicar uma condição que exige avaliação imediata.
Observar os sintomas ajuda a explicar o que você está sentindo. A avaliação profissional é o que permite identificar a causa e orientar o cuidado adequado.
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