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Seja forte! Mesmo quando você se sente fraco!

Escolha confiar em Deus e seja forte todos os dias! Meu nome é Raycia Rabelo, moro em Tabatinga, interior do Amazonas. Depois de sair de um relacionamento abusivo. No início 2017 decidir dar um novo rumo a minha vida. Já era professora concursada, porém, queria mais. Então, viajei da minha cidade para capital com o objetivo de passar férias e estudar para Concurso de Tribunal. Me dediquei em tempo integral, estudando em casa e fazendo cursos preparatórios. Nesse período, comecei a sentir dores nos dedos e inchaços. Pensei que fosse de tanto escrever. Não liguei muito. Tomava anti-inflamatórios, fazia massagem e ficava bem.

Voltei pra minha cidade, pois já iniciaria o ano escolar em fevereiro. Do decorrer dos meses comecei a sentir dores nos tornozelos, no quadril, ter inchaços. Daí comecei a tomar “certo” corticóide sem receita médica. Pois me diziam que era bom. Mas tive reação alérgica. Sentia mais dores a cada mês e me queixava sempre. Já não conseguia usar salto todos os dias para ir ao trabalho e às vezes, nem conseguia levantar da cama.

Então resolvi procurar um médico, o único especialista que encontrei foi um ortopedista, que poderia me dar um diagnóstico. Me passou alguns exames como raio-x, ultrassom e de sangue. Daí me disse que eu tinha “Síndrome do túnel do carpo” e que eu tinha que fazer uma cirurgia. Isso não explicava as dores em outras partes do corpo, sentia que doía até a carne.

Depois o mesmo médico me disse que tinha “Gota”. Não acreditei, fiz muitas pesquisas e os sintomas fugiam do quadro. Até me passou medicação, não me explicou quando faria efeito esperado. E as dores continuavam, já era ruim até pra levantar da cama, decidi suspender a medicação e pedir encaminhamento , pois não acreditei em seu diagnóstico. Entrei de licença e viajei para capital, onde meu plano de saúde atendia a necessidade.

Na capital fiz vários exames de sangue. O suficiente para em 2 semanas receber o diagnóstico de AR. Naquele dia meu mundo caiu, não podia acreditar que eu tinha desenvolvido uma doença crônica, sem cura. Vi meus planos desaparecem. Sempre sonhei em ser mãe. E naquele momento não podia engravidar até controlar a doença. Ao longo de 3 anos as doses só aumentavam. Mas já tinha aprendido a lidar com as dores diariamente. Recebia muito apoio dos meus familiares e amigos(as), que diziam que podia ser pior, no intuito de me sentir melhor. Mas ninguém entende, como é, até ter a mesma doença. É difícil! Mexe com as emoções, planos e nossas atitudes.

Toda história deve ter um final feliz, até que recebi meu milagre. Conheci meu marido em julho de 2018. Em fevereiro de 2019 nos casamos e conversarmos sobre sermos pais. Em agosto viajei para capital fazer novo concurso e refazer os exames, na oportunidade falei pra minha reumatologista que queria engravidar. Logo ela trocou minha medicação. Para minha surpresa eu já estava grávida e não sabia. Surpresa sim. Os médicos já haviam me dito que eu não tinha condições de engravidar, que teria que fazer tratamento! E meu sonho de ser mãe era algo distante e quase impossível.

A alegria e o medo tomaram conta de mim, pois me lembrava a todo momento, o que a médica disse, que a antiga medicação poderia trazer má formação do bebê, aborto. Entendi que ela não podia fazer nada e me pediu para rezar. Era a única opção que tinha a partir dali. Ela não poderia me garantir o sucesso da minha gestação. Mas, graças a Deus, meu bebê é perfeito, está com saúde e com 29 dias de vida. Tenho certeza que foi Deus e Ele é minha fortaleza para superar todo sofrimento que passei. Meu marido me apoia, minha família está muito feliz com a chegada do meu pacotinho de amor. Ainda tenho dias difíceis, com pequenas crises, ainda mais agora que estou amamentando. Mas já estou esperando viajar para nova consulta a reumatologista. Conviver com AR é superar-se todos os dias.

Meu nome é

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