Farmale

Resposta imune a vacinas

Fatores que implicam diferentes capacidades de resposta imune

A enorme variação genética na população implica diferentes capacidades de resposta a antígenos diversos, podendo o indivíduo revelar-se incompetente para responder a um determinado estímulo antigênico ao qual a maior parte das pessoas responde satisfatoriamente. Essa é uma das razões pelas quais nenhuma vacina confere 100% de proteção.

Variações da capacidade de resposta imune são esperadas na população geral

A via de administração, o esquema vacinal e a experiência imunológica anterior são todos fatores que podem influenciar a resposta imune de indivíduos imunocompetentes, como já demonstrado na literatura.

A idade também constitui um fator importante em relação à resposta imune e precisa ser considerada em algumas situações

  • Recém-nascidos e lactentes apresentam imaturidade do sistema imune e não devem receber antígenos polissacarídicos antes de dois anos de idade;
  • Recém-nascidos de gestantes que utilizam drogas modificadoras da resposta imune não devem fazer uso de vacina BCG, antígeno vivo atenuado, pois nascem imunodeprimidos, sendo necessário aguardar a metabolização da droga em seu organismo para receberem a vacina BCG.

Na faixa etária dos idosos, acima de 60 anos, a imunossenescência representa fator importante na diminuição da resposta imune a vacinas, sobretudo quando associada a comorbidades comuns nessa época da vida, como diabetes mellitus e outras alterações metabólicas e neoplasias.

Os avanços tecnológicos têm favorecido maior sobrevida e, com isso, maior engajamento dos indivíduos imunodeprimidos, idosos ou não, em atividades ocupacionais e de lazer, o que os torna mais expostos a doenças imunopreveníveis.

Essa foi a parte 5 da série de textos sobre vacinas. Continue acompanhando para não perder os próximos textos. Segue lá no Instagram: @farmaleachou

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações. – 5. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2019.

Related posts

Sobre os Avanços na Pesquisa para Doença de Crohn

Alessandra de Souza

13º ENCONTRO DE PACIENTES E FAMILIARES DE DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS

Alessandra de Souza

2º Congresso do Leste Mineiro de Doenças Inflamatórias Intestinais

Alessandra de Souza
Loading...