Ampliando o acesso ao trabalho para as pessoas com doenças reumáticas

Educação de empregadores e pacientes podem ser uma solução para diminuir as barreiras que levam os pacientes com doenças reumáticas ao desemprego

Os resultados do programa de “consultoria para empregadores de pessoas com doenças reumáticas e musculoesquelética”, realizado pela Liga Gallega de Reumatologia (LRG) e Liga Espanhola Reumatológica (LIRE), apresentado no Congresso Europeu Anual de Reumatologia (EULAR – 2017), mostrou que proporcionar educação e aconselhamento as pessoas que convivem com doenças reumáticas e musculoesqueléticas e seus empregadores podem trazer mudanças significativas na capacidade para o trabalho dessas pessoas.

Por meio de ferramentas educativas foi ampliado a autoconfiança do paciente em sua capacidade para o trabalho e a conscientização dos empregadores sobre as limitações desses funcionários.

Em parceria com os empregadores, é realizado uma consultoria, onde cada funcionário que tem doença reumática ou musculoesquelética deve frequentar uma consulta o com o psicólogo e uma com o terapeuta ocupacional, por meio desses dois atendimentos é identificado os desafios pessoais para a produtividade no trabalho.

A partir de então os profissionais de saúde (LRG) e (LIRE) elaboram conselhos personalizados aos empregadores, enfatizando as necessidades específicas de seus funcionários, proporcionando assim a permanência no trabalho e diminuição das dificuldades encontradas pelo trabalhador em decorrência da doença crônica.

Um dos autores principais, Francisco Javier Carreira Roca, da Liga Espanhola Reumatológica afirma que “a maioria dos empregadores não possuem informações sobre as doenças reumatológicas e musculoesqueléticas e não sabem avaliar a interferência que podem ter na capacidade de seus funcionários. Somente conhecendo-as será possível proporcionar as adaptações necessárias para permitir que essa pessoa mantenha e melhores sua capacidade para o trabalho.

O programa foi realizado com 14 funcionários e 5 deles, poderiam permanecer ou voltr ao trabalho.

Os principais objetivos do programa piloto incluíram:

  1. Aumentar a conscientização dos empregadores sobre os aspectos positivos de manter todos os funcionários – incluindo as pessoas com doenças reumáticas e musculoesqueléticas – não apenas no local de trabalho, mas em plena capacidade para evitar o absenteísmo.
  2. Ajudar os empregadores a entender as necessidades específicas e as adaptações arquitetônicas e ergonômicas necessárias para pessoas com doenças reumáticas e musculoesqueléticas.
  3. Manter os pacientes com doenças reumáticas e musculoesqueléticas no trabalho com as melhores condições possíveis para o empregado e o empregador, e da forma mais eficiente possível.

Os resultados da iniciativa foram apresentados no Congresso Anual Europeu de Reumatologia no Programa PARE para organizações de pacientes, por Francisco Javier Carreira Roca da Liga Gallega de Reumatologia (LRG) www.ligagalega.org e Liga Espanhola Reumatológica (LIRE) www.lire.es.

A empregabilidade da pessoa com doença reumática é uma preocupação também do Brasil, por meio do Movimento Fit For Work no Brasil, em 2015 foi elaborada a carta de Coalisão para o Enfrentamento das Doenças Musculoesqueléticas (DMEs) no Brasil. Aprender com a experiências das organizações espanholas, inspiram os nossos projetos de advocacy e políticas públicas para o acesso integral a qualidade de vida da pessoa com doença reumática no Brasil.

Referência:
Roca FC, Lojo AV, Pazos VR, et al OP0318-PARE Consulting services to employers of people with rmds Annals of the Rheumatic Diseases 2017;76:187.

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